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Chapada: Mãe de menino picado por cobra em Ibicoara diz que ele já mexe as pernas e voltou a enxergar

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Grupamento aéreo com paciente na chegada à Salvador | FOTO: Divulgação/Graer |

A criança de 10 anos que foi picada por uma cobra durante uma trilha no município baiano de Ibicoara, na região da Chapada Diamantina, já começou a sentir as pernas e enxergar com um dos olhos segundo informações da mãe do garoto, a professora Erilene Matos. Ela conversou com o G1 neste domingo (26). Erilene contou que o filho já está melhor e que os rins também voltaram a funcionar. O menino está internado na UTI do Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador.

“Ele está fazendo fisioterapia, movendo as pernas, mas ainda não tentou andar. Ele também já está enxergando melhor, mas não 100%. Essa semana ele deve passar por um especialista para avaliar a visão. Estamos com esperança que ele saia sem nenhuma sequela”, disse. Conforme Erilene, o fato de ter sido picado por uma cobra não assustou tanto a criança de 10 anos. Ela disse que o filho está ansioso para sair do hospital e voltar à Chapada Diamantina, já que a situação ocorreu no primeiro dia do passeio dos dois.

“A gente chegou meia noite [de quarta-feira-22] e quando acordamos, tomamos café e fomos para a trilha. Ele fica perguntando: ‘Mãe, se a gente sair hoje [do hospital], a gente pode voltar lá [na Chapada]?’. Assim que ele levou a picada ele me perguntou se iria morrer, eu disse que não. Então ele virou para o guia e disse: ‘Olha, eu vou voltar'”, relatou. A professora, que é de Fortaleza (CE), disse que pretende voltar à Chapada Diamantina com o filho, mas que antes precisa se programar. “Para esta viagem houve um planejamento desde outubro do ano passado. Agora vou começar a me organizar novamente para vir no final do ano”, revelou.

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Relato do guia
O caso aconteceu em uma trilha que leva até a Cachoeira do Buracão. Mãe e filho estavam em um grupo acompanhado pelo guia turístico Henrique Martins Xavier. Foi ele quem prestou os primeiros socorros à criança. Em conversa com o G1, o guia contou que, pelas características do animal, ele acredita que o garoto tenha sido picado por uma cobra cascavel. “Não conseguimos enxergar a cobra [no momento do ocorrido]. Quando ela [a cobra] se sente ameaçada, balança o chocalho, mas ela não balançou, não ouvimos. Acredito que ela já estava estressada com o movimento da trilha, ou de algum animal e foi direto [em cima] no menino. Eu retirei ela da trilha e joguei para o lado esquerdo. Conheci a cobra pelo chocalho, pela malha [cor e desenhos]”, relatou

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“Ele [vítima] é um menino de ouro. Eu fiquei super preocupado, chorei, não consegui dormir direito. Fico feliz porque ele já está melhor”, disse. Henrique trabalha como guia em Ibicoara há 17 anos. Ele disse que a trilha para a Cachoeira do Buracão é considerada uma das mais simples da Chapada Diamantina e de comum visitação de grupos familiares, inclusive com a presença de crianças. Segundo ele, o local encanta pela enorme queda d’água entre paredões rochosos. Henrique afirmou que desde 1996, há 20 anos, quando o local foi liberado para visitação, ele nunca ficou sabendo de relatos de picadas de cobra na trilha que leva à cachoeira.

Caso
O turista de 10 anos, natural de Fortaleza, no Ceará, foi picado durante uma trilha em Ibicoara, na região da Chapada Diamantina. De acordo com a prima do garoto, Camila Viana, que conversou com o G1 na quinta-feira (23), era a primeira visita do menino à Chapada. Ele fazia uma trilha acompanhado da mãe quando foi picado na perna. O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (22). Camila ainda disse que pessoas que estavam no mesmo grupo que a vítima identificaram a cobra como uma cascavel.

Em uma postagem em uma rede social, a mãe da criança chegou a citar a transferência do filho por meio de uma UTI aérea e falou que o estado de saúde dele era grave. O menino foi transferido de uma unidade de saúde da cidade de Barra da Estiva para o Hospital Teresa de Lisieux, na capital baiana em uma avião do Grupamento Aéreo da Polícia MIlitar (Graer). Extraído na íntegra do Portal G1.

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