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Deputado cita pesquisa onde 64% dos desempregados do país são negros: “A luta por igualdade segue”

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Valmir Assunção diz que o país vive uma “realidade dura” e “perversa”, que é preciso seguir na luta para que a situação seja revertida e que não existe igualdade para todos no Brasil | FOTO: Divulgação/Brasil 247 |

Levantamento divulgado, na última quinzena de novembro, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) deixou o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) preocupado. Nesta quinta-feira (23), o parlamentar baiano apontou para os números que mostram que 64% dos desempregados que existem hoje no país são negros. Segundo ele, esse panorama é estrutural no país e foi acentuado com o processo que retirou da Presidência uma presidente legitimamente eleita. Assunção destacou a pesquisa do Pnad no que diz respeito à equidade salarial. O negro ganha 44% a menos que o branco.

“É esse o retrato. Quando vamos observar no parlamento, a presença de parlamentares negros não corresponde a nossa real representação na sociedade, quase 60% dos brasileiros. Somos poucos no espaço que discute e debate o poder neste país. Esse que é o debate que temos que fazer de poder, de participação, de democratização do poder. Nós temos que fazer este debate, porque não dá para os negros deste país continuarem sendo escravizados pelos ricos, pelos donos do poder, que cada vez mais querem sugar a última gota de sangue e suor do trabalhador brasileiro”, dispara o petista se referindo às reformas aprovadas e em curso pelo Governo Temer.

Assunção completa dizendo que o país vive uma “realidade dura” e “perversa”, que é preciso seguir na luta para que a situação seja revertida e que não existe igualdade para todos no Brasil. “É preciso debater esse assunto. Porque as pessoas querem, e o Parlamento muito as vezes é isso, tratar os desiguais, igual, dizem que tem oportunidades para todos. Mas qual é a oportunidade que tem para todos? Uma é para continuar na escravidão, e a outra é para ser o dono da casa grande. Essa é uma realidade dura e perversa no país. E foi justamente no período do presidente Lula que gerou uma esperança e expectativa para a população negra, quando criou o ministério, assinou um decreto para reconhecer as áreas quilombolas, e quando ele encaminhou e debateu a política de cotas, para a gente ter acesso ao curso superior”.

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