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Chapada: Corpo é encontrado em Palmeiras e polícia suspeita que seja da criança morta pelo pai no DF

O pai do menino, que já tinha matado a própria mãe, confessou o crime, disse que dopou a criança e havia jogado ele na beira da estrada.

Um crime bárbaro pode estar prestes a ser solucionado e, infelizmente, perpassa pela região da Chapada Diamantina. Possivelmente, o corpo de Bernardo da Silva Marques Osório, criança de 1 ano e 11 meses, que foi morta pelo pai, Paulo Roberto de Caldas Osório, no Distrito Federal, foi localizado na zona rural do município de Palmeiras na última quinta-feira (5). É o que suspeita a Polícia Civil local.

Publicação do site G1 aponta que a polícia informou que o corpo foi achado com roupa e um cordãozinho de âmbar no pescoço, características destacadas pela família. Uma cadeirinha para transporte de crianças nos carros também foi encontrada. Mesmo com evidências das vestes e objetos, a polícia disse que só pode confirmar que trata-se de Bernardo quando o corpo passar por exame de DNA para identificação.

O corpo achado pela polícia deve ser encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica de Itaberaba, na região chapadeira, para a realização dos exames. O pai da criança, o funcionário do Metrô do Distrito Federal, Paulo Roberto, confessou ter matado o filho.

Para a Polícia Civil, ele disse que jogou o corpo da criança em uma área de matagal à beira da BR-020, na Bahia – a mais de 400 quilômetros de Brasília. Apesar da informação do homem, a polícia detalhou que o corpo foi encontrado na BR-242, na localidade chamada Barreiro, pertencente ao Povoado Campos de São João, no município de Palmeiras.

O corpo de Bernardo foi encontrado na região de Palmeiras a mais de 1.200 km de Brasília | FOTO: Google Maps/Reprodução |

Entenda o caso
Após a prisão, na madrugada da última segunda-feira (2), em um hotel de Alagoinhas, também na Bahia, o homem confessou o crime. Ele contou aos policiais que buscou Bernardo na creche, na Asa Sul, no dia 29 de novembro e dopou a criança com medicamentos. Aos policiais, ele disse que “usaria Bernardo para dar um susto na mãe e na avó materna do menino”. No dia do desaparecimento da criança, o homem mandou mensagens de texto e de áudio para a mãe do menino, após buscá-lo na escola. A

s gravações revelam que o suspeito tinha desavenças com a ex e com a avó da criança. Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram que, antes de seguir para a Bahia, Paulo passou em casa, na Asa Sul. Câmeras de segurança registraram o momento que o servidor público deixou a residência, de carro. A polícia acredita que Bernardo estava dentro do veículo. Na quinta-feira (5), a Justiça do Distrito Federal negou o pedido da defesa para transferência de Paulo Roberto para a ala psiquiátrica do Complexo Penitenciário da Papuda.

Morte da mãe
De acordo com a Polícia Civil, Paulo já ficou internado na ala psiquiátrica da Penitenciária da Papuda, em Brasília, por 10 anos, por ter assassinado a própria mãe. O crime ocorreu quando ele tinha 18 anos, na mesma casa da 712 Sul onde o servidor público mora. Na época do crime, ele foi considerado inimputável – sem condições de responder pelo assassinato, devido ao transtorno mental. Segundo os laudos, Paulo Roberto de Caldas Osório tem esquizofrenia.

Três anos depois de cumprir a pena, ele fez concurso para o metrô do Distrito Federal e foi aprovado, inclusive na avaliação psicológica. Segundo o delegado Leandro Ritt, a mãe da criança, Tatiana da Silva, descobriu que o ex-companheiro tinha matado a mãe somente depois do desaparecimento de Bernardo. Os vizinhos da Asa Sul teriam falado sobre o passado de Osório. Com informações do G1.

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