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Deputado pede justiça para envolvidos no “Massacre de Felisburgo”; ex-policial é preso

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O deputado federal Valmir Assunção | FOTO: Reprodução/Luiz Cruvinel |

O caso que ficou conhecido no Brasil como o Massacre de Felisburgo ganha um novo capítulo com a prisão do ex-policial envolvido na ação, que matou cinco trabalhadores rurais sem-terra e deixou 12 feridos com arma de fogo em 2004. Esse crime aconteceu no acampamento “Terra Prometida”, localizado no município de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e foi lembrado, nesta quarta-feira (28), pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), que é membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Bahia. De acordo com o parlamentar, a prisão do ex-policial é uma boa notícia, já que Calixto Luedy é primo do fazendeiro Adriano Chafik Luedy, baiano de Itajuípe, acusado de ser o mandante da chacina em Minas Gerais e condenado a 115 anos de prisão pelo crime.

“Pedimos justiça, já que não teremos nossos companheiros de volta. É preciso que crimes como esse sejam apurados e os envolvidos devidamente punidos, as famílias de trabalhadores rurais em Felisburgo precisam disso. A prisão desse ex-policial aconteceu em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal em Aracaju e é mais um passo dado em direção ao que pedimos. Mas é preciso que todos os envolvidos estejam presos. Para isso, precisamos aumentar os esforços e acelerar o processo para prender os demais foragidos, inclusive o dono da fazenda, Adriano Chafik, já condenado à prisão”, informa Valmir.

Sobre o Massacre
Na chacina de Felisburgo, além da morte de cinco trabalhadores rurais e dos 12 feridos, entre eles um garoto de 12 anos, alvejado nos olhos, o grupo de criminosos ainda incendiou as 27 casas e a escola do assentamento. De acordo com informações do MST, em 2013, o fazendeiro Adriano Chafik, apontado como mandante do massacre, e Washington Agostinho da Silva foram condenados, mas acabarem sendo beneficiados por uma liminar do Superior Tribunal de Justiça e deixaram o Fórum em liberdade. Em janeiro de 2014, os réus Francisco de Assis Rodrigues de Oliveira e Milton Francisco de Souza foram condenados, por participarem da chacina, a 102 anos e seis meses de prisão cada um.

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