A Chapada Diamantina tem se consolidado como um dos principais polos de cafés especiais do Brasil, com destaque para a produção nos municípios de Mucugê, Piatã e Ibicoara. A combinação entre altitude elevada, clima ameno e solo fértil favorece o cultivo de grãos de alta qualidade, que vêm ganhando reconhecimento dentro e fora do país.
O avanço da cafeicultura na região ganhou ainda mais força após o reconhecimento da Denominação de Origem concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A certificação valoriza o saber fazer local e práticas tradicionais que seguem presentes nas propriedades, como a colheita manual e a secagem em terreiros cobertos, fatores que contribuem diretamente para o padrão elevado da bebida.
Nos municípios produtores, o cuidado com cada etapa do processo tem resultado em cafés com perfis sensoriais variados. Notas frutadas, achocolatadas e florais são encontradas em diferentes lotes, reflexo das condições naturais da Chapada e das escolhas feitas durante o cultivo e o processamento. O clima favorável também permite ampliar a produção sem comprometer a qualidade dos grãos.

Turismo impulsiona a experiência do café
Além da produção, os cafeicultores têm investido na abertura das fazendas à visitação, fortalecendo o turismo rural na região. Os roteiros incluem caminhadas pelas lavouras, explicações sobre manejo, demonstrações de beneficiamento e momentos de degustação conduzidos pelos próprios produtores, aproximando os visitantes do universo dos cafés especiais.
Em Ibicoara, a Fazenda Matos se destaca como um dos pontos de visitação. No local, onde é produzido o Café Igaraçu, os turistas acompanham todo o percurso do grão, desde a história da propriedade até as etapas de secagem, armazenamento e torra em pequena escala, entendendo como cada fase interfere no resultado final da bebida.
O passeio é finalizado com uma degustação guiada, na qual diferentes métodos de preparo revelam as características sensoriais do café produzido na fazenda. A experiência costuma ser acompanhada por alimentos típicos da região, reforçando a conexão entre a produção agrícola e a cultura local.

“Nossa missão como produtores de cafés especiais é mostrar ao brasileiro que café não é apenas uma bebida quente para se manter acordado. Merecemos tomar um café de qualidade e precisamos entender que o Brasil é terra do melhor café do mundo”, afirma a produtora Tadeane Matos.
O crescimento da cafeicultura na Chapada Diamantina, aliado ao fortalecimento do turismo rural, tem ampliado de forma significativa a visibilidade da região no cenário nacional. Com um número cada vez maior de propriedades investindo tanto na produção de cafés especiais quanto na recepção de visitantes, a atividade se consolida como uma importante fonte de renda e desenvolvimento local. Jornal da Chapada com informações do portal Seu Dinheiro.



















































