Trinta anos após sua morte, Ayrton Senna passa a integrar oficialmente o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A inclusão foi formalizada com a sanção da Lei nº 15.447/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (1º).
A homenagem oficializa um reconhecimento que há décadas já fazia parte da memória dos brasileiros. Senna tornou-se uma referência nacional cuja imagem ultrapassou o automobilismo, permanecendo associada a valores como dedicação, disciplina e orgulho pelo país.
Homenagem aprovada pelo Congresso
A iniciativa foi apresentada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), por meio do Projeto de Lei 789/2024. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial.
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria reúne personalidades que tiveram papel relevante na história do Brasil. Criado em 1992, ele é gravado em páginas de aço e permanece em exposição no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Na justificativa da proposta, Marcos Pontes argumentou que a trajetória de Senna extrapola os resultados obtidos nas pistas e permanece presente também pelo trabalho conduzido pelo Instituto Ayrton Senna, criado por sua família para desenvolver projetos voltados à educação pública.
Três décadas depois
Tricampeão mundial de Fórmula 1 em 1988, 1990 e 1991, Ayrton Senna morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. Em 2023, ele também foi declarado Patrono do Esporte Brasileiro.
A inscrição no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria encerra um processo legislativo, mas também registra, de forma oficial, uma percepção construída ao longo de décadas. Trinta e dois anos após sua morte, Ayrton Senna continua entre as raras figuras cuja imagem permanece associada, para diferentes gerações de brasileiros, a um sentimento de orgulho nacional.

















































