O território indígena Payayá, em Utinga, na Chapada Diamantina, começou a receber nesta sexta-feira (10) o 1º Encontro de Jovens Comunicadores Indígenas da Bahia. A programação segue até domingo (12), reunindo representantes de diferentes povos originários em uma iniciativa voltada ao fortalecimento da comunicação indígena, à troca de experiências e à valorização das narrativas produzidas pelas próprias comunidades.
Idealizado por jovens do povo Payayá que atuam na comunicação por meio das redes sociais, o encontro busca ampliar o protagonismo das juventudes indígenas na produção de conteúdos digitais e audiovisuais. A iniciativa também promove o intercâmbio entre diferentes territórios da Bahia, fortalecendo uma rede de comunicadores indígenas e incentivando o uso das plataformas digitais na defesa da cultura, da memória e dos direitos dos povos originários.
A programação foi aberta nesta sexta-feira com ritual inicial Payayá às 8h, seguido da mesa de abertura às 10h, Grupo de Trabalho (GT) Bioma às 11h, almoço às 12h, apresentação dos GTs às 13h, debate sobre Comunicação e Espiritualidade às 14h, oficina de organização de conteúdo às 15h, apresentação dos conteúdos produzidos às 16h. Ainda hoje terá janta às 18h e, às 19h, apresentações culturais com Ritos e Cantos dos Povos Presentes.
No sábado, as atividades começam novamente com o ritual inicial Payayá às 8h, seguido da mesa Estratégias da Comunicação na Defesa do Território às 9h, oficina prática de produção de conteúdo às 10h, almoço às 12h, oficina sobre aplicativo de denúncia às 13h, banho de rio às 14h30, janta às 18h e, às 19h, a apresentação de um minidocumentário produzido durante o encontro.
No domingo, último dia do evento, a programação será iniciada com o ritual Payayá às 8h, seguido da plenária Construção da Rede de Comunicação Ambiental às 9h. Em seguida, haverá almoço às 12h, retorno das delegações às 13h e janta de encerramento às 18h, concluindo três dias de atividades voltadas ao fortalecimento da comunicação indígena na Bahia.
Além das oficinas, debates e atividades culturais, o encontro reforça a comunicação como ferramenta de preservação da memória, fortalecimento da identidade e defesa dos direitos dos povos originários. “Quando um jovem indígena comunica, um povo inteiro fortalece a sua história. Nossa fala, nossa história e nossa narrativa podem e devem ser contadas por nós, aqueles que vivem essa realidade”, destaca Aguaré Payayá, um dos organizadores do evento.
Jornal da Chapada

















































