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Votos de Otto e Muniz a favor de Dilma no Senado já foram selados

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Os senadores Otto Alencar e Roberto Muniz | FOTO: Reprodução/O Divergente |

Responsável pela votação coesa das bancadas baianas aliadas na Câmara e no Senado contra a aprovação da primeira etapa do impeachment de Dilma Rousseff (PT), o governador Rui Costa (PT) não trabalha com a hipótese de os senadores Otto Alencar (PSD) e Roberto Muniz (PP) votarem contra a presidente afastada na etapa definitiva do processo, na próxima semana. Apesar do conflito interno em seu partido, a senadora Lídice da Mata (PSB) é voto declarado contra o impeachment. Mas Otto e Muniz pertencem a legendas que já aderiram ao presidente interino Michel Temer (PMDB) e por isso vêm sendo pressionados a votar contra Dilma.

Da mesma forma que apelou às bancadas aliadas para manter o apoio à petista durante a votação de admissibilidade do impedimento, o governador já sinalizou que não aceitará defecções dos baianos no momento em que o Senado for decidir, de forma definitiva, o destino da mandatária afastada. A mensagem de Rui foi passada de forma elegante aos senadores, mas, por intermédio do atual secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, foi dita de forma mais contundente esta semana a Muniz, suplente que assumiu com a sua ida para a administração estadual. Muniz teria insinuado que poderia votar pelo impeachment, alegando que o processo é irreversível no Senado, mas foi repelido por Pinheiro.

O secretário teria dito que até entendia as pressões que ele poderia estar recebendo para votar contra Dilma, mas acrescentou que, se o senador do PP estivesse decidido a votar a favor do impeachment, precisaria avisá-lo imediatamente para que reassumisse seu mandato a tempo de participar da votação. Na conversa, ainda acrescentou que, neste caso, deixaria a secretaria de Educação para não mais voltar. Constrangido, Muniz teria então assegurado que votaria a favor de Dilma.

Rui tem dito a aliados que se manterá fiel à presidente afastada até o final, o que não o impedirá de estabelecer uma relação institucional com Michel Temer no momento em que ele se tornar presidente definitivo. “Aí, veremos como agir e tratá-lo (a Temer)”, diz um importante auxiliar do governador. Ele afirma que Rui não teme retaliações do futuro governo porque, afinal, comanda uma bancada de 24 deputados federais e três senadores, um contingente de votos importante para definir qualquer votação importante no Congresso. Extraído do site Política Livre.

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