Membros do PSB negam embate interno para mudar a presidência do partido

Postado em out 16 2016 - 8:23am por Jornal da Chapada
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A senadora Lídice da Mata é a presidente do PSB na Bahia | FOTO: Divulgação |

Passada as eleições municipais, uma outra eleição começa agitar os bastidores do PSB. Atual presidente da sigla na Bahia, a senadora Lidice da Mata vai ter concorrência para continuar no posto. O principal oponente seria o deputado federal Bebeto Galvão, que concorreu à prefeitura de Ilhéus durante o pleito deste ano. A disputa promete ser intensa. Apesar de ser apontado para assumir a presidência do partido, o deputado Bebeto Galvão negou que exista qualquer tipo de embate interno e reforçou a sua relação de respeito à senadora Lídice, mas deixou claro que existem divergências de análise política, que é sobre o tratamento que o partido e os prefeitos socialistas têm recebido pelo governo do Estado.

“Todo partido democrático tem discussões internas, tanto do ponto de vista ideológico, quanto do projeto de crescimento político partidário. Acho sim, que nós do PSB deveríamos nos posicionar de forma mais contundente em defesa das nossas bases e dos prefeitos que vivem a se esbarrar no boicote da articulação política do governo. O tratamento que recebemos não é adequado para um partido grande como o nosso. Sou correligionário de Lídice, mas não escondo de ninguém que discordo desse modelo de relação política do PT com nosso partido. Tenho minhas convicções intelectuais e não abro mão de dizer o que penso, até porque pensar diferente não configura nenhum crime político”, afirmou Bebeto.

Líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Sílvio Humberto não acredita em um clima de embate entre Galvão e Lídice, mas afirma que o partido vem mantendo conversas. “O PSB, sobretudo local, é um lugar de conversa, de diálogo. Temos hoje à frente do diretório a senadora Lídice e localmente tivemos um distanciamento sobre o que hoje é o PSB nacional, isso foi público, as posições nós não concordamos, mas no plano local estamos tendo muitas conversas. O que nós acreditamos dentro do partido é na construção de um consenso e não colocaria como um confronto, temos conversas, que é a marca da política. Quando não se tem conversas, é ditadura, é parte do processo político”, disse ele.

“Desde o período das eleições, se tomou posições diferentes. O partido, acertadamente, liberou os diretórios estaduais para tomarem os seus posicionamentos, e, evidente, o nosso posicionamento claro sobre o impeachment; e temos adotado um comportamento sobre a PEC anterior, e, sobretudo, sobre essa PEC 241 que é contrária, por exemplo, sobre o que eu penso. A tensão está gerada muito pelo posicionamento nosso e da senadora sobre o impeachment. Do que vem decorrendo das medidas que, a meu ver, caminham muito mais para o desajuste social do que para o ajuste fiscal”, finalizou. Extraído do site da Tribuna da Bahia.

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