Jaques Wagner, Mário Kertész e Jutahy Magalhães Jr estão entre os citados em delação da Odebrecht

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Mário Kertész, Jaques Wagner e Jutahy Magalhães Jr. são alguns dos denunciados na deleção de Emílio Odebrecht | FOTO Montagem do JC |

Em sua delação premiada, Emílio Odebrecht, que é um dos donos da empreiteira que leva seu sobrenome, afirmou que o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia Jaques Wagner, o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) e o ex-prefeito de Salvador, Mário Kertész (PMDB), o procuraram “atualmente” para pedir dinheiro. Além desses, ele citou também o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e o ex-deputado federal João Almeida (PSDB-BA) Emílio Odebrecht disse ter “certeza” de que os políticos ganharam tanto contribuição financeira oficial, como “caixa 2”.

“Era muito usual pedir para a gente ajudar alguém, por exemplo, deputado federal, prefeito”, afirmou Emílio Odebrecht. Sobre Wagner, o executivo disse que “tinha bastante conversa”. Jaques Wagner também foi citado por Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, por ter supostamente recebido um relógio avaliado em US$ 20 mil como presente de aniversário, em 2012. Wagner respondeu que “está tranquilo, trabalhando normalmente para atrair novos investimentos que gerem renda e emprego para os baianos”.

Ele defende ainda que as decisões do ministro Edson Fachin “sejam pronta e amplamente divulgadas em sua integralidade para evitar o uso político do que está na imprensa”. O deputado federal Jutahy Magalhães Jr disse ao G1 por telefone que os contatos feitos por ele com a Odebrecht foram apenas para doações formais a campanhas, contabilizadas, e negou que tenha procurado o executivo Emílio Odebrecht para pedir dinheiro.

“Nas três últimas eleições 2006, 2010 e 2014, que eu disputei, com absoluta convicção, eu só tive contato para solicitação de contribuição eleitoral diretamente com Claudio Melo Filho. Antes dessas datas, acho muito difícil que pessoalmente tenha feito alguma solicitação ao senhor Emílio Odebrecht. Quase impossível. Os encontros que tive com ele foram em aeroporto, encontros fortuitos”, declarou.

Procurado, Mário Kertész afirmou que tem “tranquilidade de que não praticou qualquer ilícito, e, tão logo tenha acesso aos autos, fará questão em falar” sobre o fato. O político foi candidato a prefeito em 2012 e não foi eleito. Ele já foi prefeito biônico de Salvador entre os anos de 1979 e 1981. Em 1985, foi eleito para o mesmo cargo. Jornal da Chapada com informações do G1BA.

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