Deputado federal critica situação do país ‘pós-golpe’: “Os pobres estão pagando a conta”

Postado em abr 27 2018 - 11:50am por Jornal da Chapada
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O deputado petista frisa que obras importantes de infraestrutura do governo federal estão paradas por falta de recursos e que a estagnação pode arruinar o desenvolvimento de quase duas décadas | FOTO: Divulgação/Luis Macedo |

Aumento da pobreza, diminuição dos serviços gratuitos, contenção de gastos com políticas sociais e agrárias, cortes na saúde, educação e nos direitos trabalhistas, instabilidade no preço dos combustíveis, além de aprovação de medidas e projetos com a ajuda do Congresso Nacional que facilitam a entrega de recursos naturais, empresas e riquezas do país. Assim é descrito o cenário sociopolítico brasileiro, pós o impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT), pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) nesta sexta-feira (27). Com base em pesquisas recentes, Assunção salienta que o povo pobre de periferia e os moradores de cidades pequenas e do campo são os mais afetados. Uma das maiores preocupações de Valmir é o retorno do Brasil ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele frisa que, no ano de 2014, com uma redução de 82,1% do número pessoas subalimentadas, proporcionado pelos governos do PT, o país conseguiu sair do mapa da fome, mas que em menos de quatro anos, “o golpe impôs uma agenda perversa e retroagiu na questão”.

Cortes em benefícios e programas sociais resultaram na retirada de 1,1 milhão de famílias, cerca de 4,3 milhões de pessoas, a maioria crianças do Bolsa Família. “Com o aprofundamento da crise pela política econômica, cresceu o desemprego e vieram mais cortes. Os pobres estão pagando a conta. A situação é caótica, isso tudo atrelado ao ódio que ficou do povo. Desde o golpe de 2016 contra Dilma, a vida do povo pobre piorou muito. Se antes tínhamos poder de compra, hoje devemos, pois os cortes em programas sociais foram acentuados. Alguns, como o de obtenção de terras e o PAA tiveram cortes de até 80%”. Para Valmir, o país ‘pós-golpe’ é comparável aos piores anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “O investimento público do governo Michel Temer [MDB] despencou após o golpe. O país teve, em 2017, a menor taxa de investimento dos últimos 15 anos. E até as organizações Globo mostram isso”.

O deputado petista frisa que obras importantes de infraestrutura do governo federal estão paradas por falta de recursos e que a estagnação pode arruinar o desenvolvimento de quase duas décadas. “O país segue para fechar o ano com as piores taxas de investimentos dos últimos 15 anos. Durante os governos petistas de Lula e Dilma, as taxas se mantiveram altas, ano após ano, mesmo em períodos de crise”, aponta. Valmir também salienta o preço do gás de cozinha e o aumento do uso da lenha e do carvão para cozinhar, já que o preço do combustível está alto. “Por exemplo, um botijão de gás na grande São Paulo custa R$68. Como é que uma família que ganha Bolsa Família, em média R$120, vai conseguir sobreviver?”. O deputado também diz que a falta de acesso ao botijão de gás representa a precarização nas condições de vida, além de aumentar o risco de acidentes e prejuízos ambientais.

“No país, foram 1,2 milhão a mais de pessoas que passaram a usar lenha e carvão para preparar seu alimento. São dados de 2017 do IBGE, publicados recentemente pela imprensa nacional. Subiu de 16,1% para 17,6% a parcela de lares que agora utilizam estas formas, justamente pelo desmonte na cadeia produtiva de óleo e gás promovido pelo governo Temer”, critica Valmir. “E a região mais afetada foi o Nordeste, que segundo a pesquisa do IBGE tem mais de 400 mil lares sem gás. O uso da lenha e do carvão passou de 22,1% para 24,1% nas residências. Tudo isso com o aval de Temer, que pediu para que mudasse a política para a venda do Gás Liquefeito de Petróleo, cotando o combustível via mercado europeu. O preço do botijão para o consumidor final ficou 16% mais caro em 2017, e nos governos Lula e Dilma o preço esteve quase que congelado”. Valmir completa dizendo que o desemprego é de 12,6% e atinge 13,1 milhões de trabalhadores, conforme o IBGE, e que esse número só faz subir. “O índice de carteira assinada também caiu. É o menor nível de empregados com carteira assinada desde o ano de 2012. 33,1 milhões de pessoas com registro no trimestre encerrado até fevereiro de 2018”.

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