Chapada: Ex-vereador de Utinga é assassinado e caso comove população e autoridades

Postado em jan 1 2019 - 4:39pm por Jornal da Chapada



A prefeitura municipal de Utinga decretou luto por três dias suspendendo também toda e qualquer comemoração realizada pela municipalidade na virada do ano | FOTO: Montagem do JC/Reprodução |

O ex-vereador do município de Utinga, na Chapada Diamantina, Edésio Joaquim do Nascimento, foi assassinado a tiros no último sábado (29 de dezembro de 2018). Esse caso comoveu a população e autoridades da cidade chapadeira. para eles, o final de ano foi de silêncio profundo, dor, revolta, consternação e tristeza pela perda do amigo, correligionário, pai de família e cidadão exemplar. Segundo informações enviadas ao Jornal da Chapada, Edésio foi morto de forma vil, banal, covarde e cruel, em respeito ao morto e aos demais feridos a prefeitura municipal de Utinga, na gestão do prefeito Joyuson Vieira (PSL), decretou luto por três dias suspendendo também toda e qualquer comemoração realizada pela municipalidade na virada do ano.

A morte de Edésio reacende a polêmica do porte ilegal de armas por pessoas sem a devida certificação técnica e psicológica, já que a cerca de um ano, ciganos assassinaram um homem na Praça Antônio Muniz, a principal da cidade de Utinga, além de já terem tentado linchar um servidor público conhecido por ‘Mazo’, por motivo torpe. Diante dessa nova tragédia, a comunidade conclama providencias das polícias Militar e Civil, bem como dos órgãos fiscalizadores do cumprimento da lei como o Ministério Público Criminal.

“Ou as polícias, o MP e o judiciário agem de forma enérgica ou Utinga pode avançar para uma situação de apartheid, entre ciganos e comunidade local, o que a ninguém interessa. Até que se altere a legislação, o porte de armas é restrito no Brasil. Portanto, as polícias devem fazer cumprir a Lei, quer seja para ciganos ou para quaisquer outros cidadãos. Queremos saber quem matou o ex-vereador Edésio”, cobra um cidadão utinguense que preferiu não se identificar. O Jornal da Chapada tentou contato com polícia local, mas não foi possível saber mais sobre o caso.

Porte de arma
A questão do porte ilegal de armas de fogo foi levantada, em um momento em que Jair Bolsonaro (PSL) assume nesta terça-feira (1º de janeiro de 2019) a Presidência da República e tem como meta decretar a posse da armas de fogo a cidadãos sem antecedentes criminais. No dia da morte de Edésio, em Utinga, o já empossado presidente escreveu no Twitter que pretende garantir por meio de decreto a posse. Isso dará ao cidadão o direito de manter a arma em casa. Para sair de casa com a arma será preciso ter autorização para o porte.

Estudos revelam que o Brasil foi o país que apresentou o maior número de mortes por arma de fogo no mundo. Segundo dados da Pesquisa Global de Mortalidade por Armas de Fogo (Global Mortality from firearms, 1990 – 2016), do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (Institute for Health Metrics and Evaluation), o país soma 43.200 mortes. Atrás do Brasil, vem os Estados Unidos, com 37.200 mortes. Apenas seis países das Américas comportam metade de todas as mortes por arma de fogo no mundo. As estáticas computam também os incidentes fatais em municípios do interior da Bahia.

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