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#Polêmica: Bandas de Rock são vetadas em edital da Funarte e gera críticas ao governo Bolsonaro

Em outras oportunidades, Dante Mantovani, presidente da entidade, já disparou: ‘rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto'.

O Prêmio de Apoio a Bandas de Música, lançado através de edital divulgado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte), foi alvo de grande polêmica. O imbróglio se deu pelo fato de o texto proibir a concorrência de alguns tipos de banda, entre eles as de rock. Na internet, Dante Mantovani foi acusado de estar sendo preconceituoso contra o estilo musical, a opinião dos críticos é baseada numa declaração que o atual gestor da entidade teria feito. Na oportunidade ele disse que “o rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto”. Em sua defesa, a Funarte alega que o edital abrange apenas bandas consideradas “tradicionais” e que esse veto já foi utilizado em outras oportunidades.

O edital foi publicado na última quarta-feira (22), e prevê recursos de R$ 5,47 milhões.  Ao todo, 158 projetos deverão ser contemplados. Segundo o texto, a intenção é “premiar conjuntos musicais denominados ‘Banda de Música’, ‘Banda Municipal’, ‘Banda Sinfônica’, ‘Banda de Concerto’, ‘Banda Filarmônica’, ‘Sociedade Musical’ e ‘Orquestra de Sopro’”. Um dos itens do edital também deixa claro quem não poderá concorrer. Além de grupos que tenham sido beneficiados por emendas parlamentares ou programas estaduais nos últimos dois anos, o veto se estende “a ‘fanfarras’ ou ‘bandas marciais’ ligadas ou não a instituições do ensino regular público ou privado, ‘bandas de pífanos’, ‘bandas de rock’, ‘big-bands’, bem como conjuntos musicais assemelhados, conjuntos musicais de instituições religiosas, bandas militares e bandas de instituições de segurança pública”.

Dante Mantovani foi acusado de estar sendo preconceituoso contra o estilo musical | FOTO: Reprodução/Youtube |

Procurada pelo Estadão para comentar os vetos, principalmente após críticas de Mantovani ao rock, a Funarte declarou que o edital é semelhante ao apresentado em edições anteriores do Prêmio. “A redação atual é quase igual nas três versões anteriores, 2007, 2010 (Procultura) e 2012, não sendo absolutamente uma novidade da gestão Dante Mantovani. A redação desse item sempre visou apenas a evitar confusão com outros tipos de bandas, não somente as de rock. Estas, como outros tipos de bandas diferentes das bandas civis ‘tradicionais’, nunca foram incluídas nesse prêmio”, diz trecho da nota.

O Estado checou os editais de 2010 e 2012. O de 2010 exclui “as tradicionais ‘bandas de pífanos’ e as chamadas ‘bandas de rock’ e ‘conjuntos musicais de instituições religiosas’, ‘bandas militares e de instituições de segurança pública’, ‘fanfarras’ e ‘bandas marciais'”. O de 2012 diz:  “não poderão participar deste edital ‘fanfarras’ ou ‘bandas marciais’ ligadas ou não a instituições do ensino regular público ou privado, ‘bandas de pífanos’, ‘bandas de rock’, ‘big bands’, orquestra de sopro, bem como conjuntos musicais assemelhados, conjuntos musicais de instituições religiosas, bandas militares e bandas de instituições de segurança pública”. Com informações do Estadão.

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