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#Chapada: Prefeitura de Palmeiras suspende contratos de Reda e gera revolta nos contratados que ficam sem renda durante pandemia

O decreto do prefeito Ricardo Guimarães causou revolta e incertezas por parte dos servidores que ficarão sem renda durante a pandemia do novo coronavírus.

A prefeitura municipal de Palmeiras, na Chapada Diamantina, suspendeu os contratos de servidores que atuavam por Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Conforme publicação em decreto, eles são considerados não essenciais neste período de isolamento para o combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A suspensão foi determinada através do Decreto Municipal Nº 55/2020, assinado pelo prefeito Ricardo Guimarães (PSD), publicado no Diário Oficial do Município, na edição da última sexta-feira (17).

Essa suspensão, no entanto, vai na contramão dos esforços que têm sido realizados para a manutenção dos empregos como incentivo para a continuidade do isolamento social, indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a maneira mais eficaz de conter o aumento de contaminações pelo coronavírus. O decreto causou revolta e incertezas por parte dos servidores que ficarão sem renda durante o período da interrupção do contrato. Uma delas, a servidora Nadima Calixto, publicou uma nota de repúdio em suas redes sociais.

A nota, ilustrada com uma foto do prefeito Ricardo Guimarães ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), gerou repercussão na região. Nadima é uma mulher, negra, mãe de dois filhos e servidora pública Reda e desabafa dizendo que essa não é a primeira vez que isso acontece.

“Lembrando que não é a primeira vez que [o prefeito Ricardo Guimarães] realiza este feito, quando em janeiro de 2018 suspendeu todos os contratos Reda da área de Educação para não pagar o salário de férias para os servidores. Pasmem, neste período estava grávida e ainda assim tive meu salário ‘levado'”, destaca a servidora.

“Hoje, muitos servidores de todo o município foram pegos de surpresa com esse decreto, quando não podemos sequer receber o Auxílio Emergencial do Governo, por continuarmos constando como servidores públicos no sistema. Me sinto indignada com uma atitude tão desumana do digníssimo prefeito”, completa. O Jornal da Chapada tentou contato por telefone com o prefeito, neste sábado (18), mas não conseguiu até o fechamento desta matéria.

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Veja aqui a publicação completa da servidora

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