A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que gera R$ 41 bilhões de gastos excepcionais até o final de 2022, faz Jair Bolsonaro (PL) ter expectativa fiscal pior que a de Dilma. Segundo economistas e analistas políticos, a medida é eleitoreira e populista. Os diferentes indicadores começaram a mostrar piora na percepção de risco fiscal no país. A PEC já foi aprovada no Senado e tramita na Câmara.
“O governo brasileiro passou três anos falando em modelo liberal para a economia e em responsabilidade fiscal, sem mencionar preocupação com pobreza, desigualdade ou vulneráveis. A inflação já vinha corroendo a renda e famílias já estavam ficando sem comida, mas só agora, na eleição, vem uma PEC que eleva gastos sociais”, afirma o cientista político Hussein Kalout, conselheiro consultivo internacional do Cebri (Conselho Brasileiro de Relações Internacionais) e pesquisador da Universidade Harvard, nos EUA.
“É uma falácia dizer que o governo está se preocupando com os mais pobres, o único objetivo dessa medida, que cria um estado de emergência onde não existe, é o populismo eleitoreiro.” No pior momento de desconfiança em relação ao futuro fiscal do governo da ex-presidente Dilma (PT), entre fevereiro e março de 2016, a desancoragem foi a 33%. Na época, a meta de inflação era de 4,5% para o ano seguinte, contra uma projeção que chegou a 6%.
O pacote prevê a liberação de R$ 26 bilhões para a ampliação temporária de R$ 200 no Auxílio Brasil e a concessão dos benefícios para quem está na fila. Libera um vale de R$ 1.000 para caminhoneiros autônomos, ao custo de mais R$ 5,4 bilhões.
Também prevê R$ 3,8 bilhões para subsidiar o etanol e outros R$ 2,5 bilhões para ajudar os estados a custear o transporte coletivo a idosos. Prevê auxílio para taxistas (R$ 2 bilhões), aumento do valor do Auxílio Gás (R$ 1 bilhão) e reforço orçamentário do programa Alimenta Brasil (R$ 500 milhões). As medidas valeriam até o fim do ano. Jornal da Chapada com informações de texto base de Folhapress.















































