Moradores, produtores rurais, trabalhadores e usuários do Vale do Capão, no município de Palmeiras, encaminharam um abaixo-assinado ao Governo da Bahia solicitando, em caráter de urgência, a pavimentação em paralelepípedo da Ladeira do Riacho do Ouro. O documento reivindica a melhoria do trecho de aproximadamente 500 metros que liga a Vila de Caeté-Açu à parte mais alta do bairro e aponta que a obra é considerada essencial para garantir mobilidade, segurança e acesso a serviços públicos.
Na carta, os moradores afirmam que a situação da via se arrasta há anos e que a falta de pavimentação compromete o cotidiano da comunidade. Segundo o documento, “a realização desta obra é de suma importância para toda a comunidade e região circunvizinha”, uma vez que o trecho de terra apresenta sérios problemas durante todo o ano. Em períodos chuvosos, a ladeira fica tomada por lama e atoleiros, enquanto, na estiagem, o excesso de poeira afeta moradores e quem utiliza a estrada diariamente.
Outro ponto destacado pelos autores do abaixo-assinado é o impacto direto da situação da via na prestação de serviços públicos. Conforme o documento, “a ladeira é o único acesso para serviços básicos aos moradores do bairro como transporte escolar, coleta de lixo e demais atendimentos essenciais”. Os moradores argumentam que a precariedade da estrada dificulta o deslocamento de ambulâncias, viaturas policiais e veículos responsáveis pela coleta de resíduos, provocando transtornos frequentes para quem vive na localidade.
Além de atender à população residente, a estrada é utilizada diariamente por visitantes que procuram alguns dos principais atrativos naturais do Vale do Capão. A carta ressalta que “a ladeira não é acessada apenas por moradores, mas também por turistas que buscam as trilhas para as Cachoeiras de Rodas, Rio Preto e o Poço do Gavião”. Segundo o texto, as más condições da via prejudicam a experiência dos visitantes, aumentam o risco de acidentes e dificultam o acesso a uma das regiões mais procuradas da Chapada Diamantina.

Infraestrutura reivindicada
No documento, os moradores defendem que a intervenção seja realizada especificamente com pavimentação em paralelepípedo. A justificativa é que esse modelo oferece maior segurança para uma via de uso predominantemente local, além de contribuir para o escoamento das águas pluviais e reduzir impactos ambientais. A proposta também prevê espaços destinados ao deslocamento de pedestres e ciclistas, considerando o intenso fluxo de moradores, crianças e turistas.
Os autores do abaixo-assinado também destacam que a pavimentação representa uma medida voltada à saúde pública. A poeira gerada nos períodos de seca, segundo o documento, provoca problemas respiratórios entre os moradores, enquanto a lama durante as chuvas compromete completamente a circulação de veículos e pessoas. Para a comunidade, a obra representa uma solução permanente para dificuldades enfrentadas há muitos anos, apontadas como resultado da ausência de investimentos na infraestrutura da região.
Outro argumento apresentado é que a melhoria da via facilitará o escoamento da produção agrícola, ampliará a acessibilidade e fortalecerá o turismo, atividade considerada uma das principais fontes de renda do Vale do Capão. Os moradores defendem que uma estrada em melhores condições proporcionará mais segurança para quem vive na comunidade e para quem visita a região ao longo de todo o ano.
A comunidade manifesta confiança de que o pedido seja atendido e reforça que a solicitação busca garantir “melhorar a infraestrutura, a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos”. O documento nomeia Janivaldo Vieira dos Santos, presidente da Associação de Pais, Educadores e Agricultores de Caeté-Açu, como representante legal para acompanhar o pleito junto ao Governo do Estado e prestar os esclarecimentos necessários sobre a reivindicação coletiva.
Jornal da Chapada















































