Chapada: Agentes de saúde de Boa Vista do Tupim fazem caminhada de combate ao calazar

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Agentes de saúde durante campanha contra o calazar em Boa Vista do Tupim | FOTO: Divulgação |

Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha, ou birigui (Lutzomyia longipalpis), que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Essa endemia vem assustando os moradores dos municípios da região da Chapada Diamantina. Na busca da efetivação das políticas de combate à endemia, a prefeitura de Boa Vista do Tupim, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realizou, no mês de agosto, uma caminhada de combate ao calazar.

Atualmente administrada pelo prefeito João Durval Passos Trabuco, o popular Gidú do PT, Boa Vista do Tupim mantém a ação de saúde pública realizada por meio das equipes dos postos de saúde da cidade, alcançaram diversos bairros. Durante a ação, os agentes de saúde esclareceram as dúvidas da população, ressaltando as principais causas e formas de contágios da doença. Vale ressaltar que para manter o controle da endemia, de janeiro de 2013 até o presente mês, a Secretaria de Saúde de Boa Vista do Tupim já realizou 1383 exames.

O calazar, se não for diagnosticado e tratado a tempo, mata. O município de Nova Redenção é outra da Chapada Diamantina onde a incidência do calazar tem preocupado os moradores. Segundo informações, a doença já fez vítimas fatais. Existem até denúncias de óbitos em Nova Redenção, que foram enviadas ao Ministério da Saúde e à Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Sintomas
Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.

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A região da Chapada Diamantina tem sofrido com casos e agentes comunitários têm atuado para prevenir a doença | FOTO: Divulgação |

Diagnóstico
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações que podem pôr em risco a vida do paciente. Além dos sinais clínicos, existem exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Entre eles destacam-se os testes sorológicos (Elisa e reação de imunofluorescência), e de punção da medula óssea para detectar a presença do parasita e de anticorpos. É de extrema importância estabelecer o diagnóstico diferencial, porque os sintomas da leishmaniose visceral são muito parecidos com os da malária, esquistossomose, doença de Chagas, febre tifóide, etc.

Tratamento
Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra a leishmaniose visceral, que pode ser curada nos homens, mas não nos animais. Os antimoniais pentavalentes, por via endovenosa, são as drogas mais indicadas para o tratamento da leishmaniose, apesar dos efeitos colaterais adversos.

Recomendações
Mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer. Coloque telas nas janelas e embale sempre o lixo. Cuide bem da saúde do seu cão.

Ele poderá transformar-se num reservatório doméstico do parasita que será transmitido para pessoas próximas e outros animais, não diretamente, mas por meio da picada do mosquito vetor da doença, quando ele se alimenta do sangue infectado de um hospedeiro e inocula a Leishmania em pessoas ou animais sadios que desenvolvem a doença. Lembre-se de que os casos de leishmaniose são de comunicação compulsória ao serviço oficial de saúde.

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