Celebridades que superaram o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Postado em nov 10 2016 - 1:00pm por Jornal da Chapada
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Especialista mostra que é possível lidar com o problema e ter uma vida normal | FOTO: Reprodução |

Desatenção, falta de concentração e esquecimento, essas são algumas das características das pessoas com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, isso não impossibilita elas terem uma vida normal. Muitas celebridades portadoras de TDAH conseguiram superar o transtorno e alçaram o sucesso nas suas carreiras. Em entrevistas, Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, confessou ter o transtorno. Segundo ele, enfrentou diversos problemas na escola e ainda abandonou a Universidade de Harvard antes de se formar. Porém, isso não tirou o brilho dele nos negócios.

O milionário Richard Branson, fundador da Virgin, contou em entrevistas que também precisou superar os desafios do TDAH. Branson disse que tinha sérias dificuldades de concentração. Isso o fez sair da escola aos 15 anos. Mas o transtorno não o impediu de vencer na vida. Grandes personalidades do passado como, por exemplo, Salvador Dali, Walt Disney e Leonardo da Vinci também foram portadores desse transtorno. Porém, todos eles conseguiram obter sucesso em suas carreiras e gravaram seus nomes na história.

Segundo o neuropediatra Dr. Clay Brites da Neuro Saber, o TDAH não impossibilita ninguém, inclusive as crianças, de ter uma vida normal. O grande problema, segundo o especialista, é a confusão e o preconceito das pessoas em relação ao TDAH. Por exemplo, muitos pais e educadores pensam que o transtorno se trata de outro caso: ansiedade, dislexia e até preguiça em raciocinar. “Isso pode causar tristeza e pode fazer a pessoa desistir de estudar”.

“A falta de informação adequada faz com que muitas famílias procurem auxílio de um especialista tardiamente, o que pode prejudicar a qualidade de vida da criança, principalmente quando esta chega à adolescência ou à fase adulta”, alerta. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado melhor. Dr. Clay diz que quando se descobre o TDAH na infância, entre 7 e 9 anos, os tratamentos surtem efeitos muito bons. “O acompanhamento individualizado, ajuda na readaptação e o estímulo da família tendem a ajudar imensamente”.

Brites revela que descobriu ser portador de TDAH só na fase adulta. Ele era conhecido por ser esquecido e desatento. Brites fala, por exemplo, que tinha a sensação de que os pais demostravam confiar mais nos seus irmãos do que nele para resolver situações cotidianas. “Isso reduzia muito minha autoestima”. Os esquecimentos recorrentes também alimentavam a sensação de fracasso. Conta que na escola ia bem, mas tinha que se dedicar com mais afinco e persistência para memorizar o mesmo volume de conhecimento que os demais.

“No colegial, fui o primeiro aluno da sala em notas. Na graduação em Medicina, tive que estudar dobrado, mas consegui concluir em 16º lugar. Especializei-me em pediatria e neuropediatria na Santa Casa de São Paulo”, diz. Hoje ele tem uma clínica multidisciplinar, onde trabalha com jovens com os mesmos problemas de atenção e transtornos de leitura e escrita. Além disso, conseguiu identificar que seu filho possui as mesmas dificuldades.

“O respeito e o tratamento são muito importantes para que as pessoas com TDAH não sofram tanto. O tratamento muda vidas e pode reverter o fracasso escolar e a relação do indivíduo com seus entes queridos e autoridades escolares, permitindo, assim, plena saúde afetiva e mental”, conclui.

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