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Chapada: Cineclube com exibição de filmes baianos estreia em Lençóis

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O jornalista Juca Badaró é um dos responsáveis pelo projeto onde se assiste e depois discute temas relacionados ao filme exibido e ao cinema baiano | FOTO: Divulgação/Acervo pessoal |

A primeira exibição do Cineclube Fruto do Mato acontece nesta terça-feira (7) em praça púbica de Lençóis, na Chapada Diamantina, de graça. E o filme escolhido para começar essa empreitada é o “A Grande Feira”, de Roberto Pires, marco do cinema feito no estado. O cineclube apresentará a cinematografia baiana desde seus primeiros longas-metragens iniciais até os dias atuais, com sessões semanais na cidade e debates sobre essa temática. Um dos responsáveis pelo projeto onde se assiste e depois discute temas relacionados ao filme exibido e ao cinema baiano é o jornalista Juca Badaró. Que há 11 anos enveredou pelo cinema, deixando um pouco o jornalismo de lado.

“Recebi um convite para ir a Angola para realizar um trabalho em jornalismo numa TV pública, uma espécie de TV Brasil de lá. E chegando tive contato com diversos profissionais do cinema. O jornalismo anda junto com a linguagem do documentário e foi o que fiz bastante durante o tempo que passei por lá”, contou ao Jornal da Chapada. Juca fez curtas-metragens, explorou o seu lado ficcional e ganhou prêmios pelo país. Agora ele e uma equipe composta pela produtora Renata Matos, por Lilian Pacheco e Márcio Caires, da Grãos de Luz e Griô e pelo músico Eduardo Cachaça, também como produtor, conduzem o projeto.

Ao se mudar para Lençóis Juca pensou em levar algum benefício para as pessoas da região. “Vou usar um pouco do conhecimento que tenho em cinema baiano para falar dos movimentos da escola da Bahia, os autores mais importantes. Conversando com os estudantes na rua, com artistas, percebi que eles tinham pouco ou quase nenhum conhecimento de cinema baiano, sobre Glauber Rocha, Edgar Navarro, Roberto Pires, Orlando Sena, que inclusive é daqui de Lençóis”, revelou.

O espaço foi decorado com esteiras e almofadas de chita, tudo feito com carinho pelas mãos de artesãs da Chapada Diamantina. “Temos apoio de pessoas como a artesã Dona Edith, que está fazendo as esteiras onde as pessoas vão sentar para assistir aos filmes, as almofadas são feitas por uma costureira de Tanquinho, comunidade de Lençóis. Fizemos questão de utilizar os recursos do fundo de cultura e audiovisual para movimentar a economia daqui”, afirmou Badaró. E os espectadores também poderão comer pipoca acompanhada de suco regional, tudo preparado por Dona Raimunda do Lavrado. Vale a pena conferir pessoalmente e participar desse movimento.

Por Adalício Neto / Jornal da Chapada

Jornal da Chapada

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