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#Bahia: Estado tem 96 municípios com decretos de emergência por conta da estiagem

seca
Os dados do Cptec indicam que na maior parte da Região Nordeste, a maior probabilidade das chuvas é de que elas ficarão abaixo do normal histórico climatológico | FOTO: Reprodução/Liberdade FM |

Após os novos decretos de situação de emergência, agora a Bahia tem 96 municípios sofrendo com as consequências de uma estiagem prolongada. Até o final do ano passado eram 61 cidades em situação de emergência, afetando quase um milhão de pessoas no interior do Estado. Agora esse número passou para mais 1,2 milhão de pessoas. O Governo Federal já reconheceu o problema em 51 dos municípios.

Em todo o Estado 152 municípios estão sendo abastecidos por caminhões-pipas, contratados pelo Exército, dos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Ao todo são 1.632 veículos que atendem prioritariamente as populações da zona rural. São unidades do 19º Batalhão de Caçadores, de Salvador, 35º Batalhão de Infantaria, de Feira de Santana, 4º Batalhão de Engenharia de Construção, de Barreiras, 72º Batalhão de Infantaria Motorizada, de Petrolina (Pernambuco), 28º Batalhão de Caçadores de Aracaju (Sergipe) e 1ª Companhia de Infantaria de Paulo Afonso.

Em alguns municípios, como Itanhém, no Extremo Sul do Estado, a situação é considerada crítica, porque o rio Água Preta que abastece a cidade secou há mais de 20 dias. Em Ponto Novo, no Centro Norte, agricultores queixam-se de perdas que chegam a quase 25% da produção. A Barragem de Ponto Novo, no Rio Itapicuru, estava com 20,90% do seu volume útil de água, conforme o boletim divulgado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inema) no início da semana.

Tendo transcorrido do período chuvoso, que vai de janeiro a maio, a região do Semiárido baiano, onde estão inseridos 265 municípios, deverá ter chuvas abaixo da média histórica, conforme análises do Centro de Previsão e Estudos Climáticos (Cptec). Os dados do Cptec indicam que na maior parte da Região Nordeste, a maior probabilidade das chuvas é de que elas ficarão abaixo do normal histórico climatológico.

Investimentos
Nos últimos dois anos, conforme destacou o superintendente da Defesa Civil do Estado, Rodrigo Hita, foram investidos aproximadamente R$ 27 milhões em diversas ações de combate aos efeitos da seca, incêndios e prevenção e socorro a municípios atingidos por chuvas e desastres naturais. Rodrigo Hita explicou ainda que atualmente, 74 municípios possuem Decretos de Situação de Emergência homologados pelo Governo do Estado.

Dentre as ações de combate aos efeitos da seca, ele destaca que nesse período 54 municípios foram beneficiados com a implantação de 85 Sistemas Simplificados de abastecimento de Água e perfuração e instalação de poços tubulares. Outras 507 cisternas foram instaladas para atender aos municípios de Abaíra, Canarana, Conceição do Almeida, Ibipeba, Ibipitanga, Piritiba, Serra do Ramalho e Poções.

Conforme explicou o secretario Vitor Bonfim, através da suja Assessoria de Comunicação, “não existe uma receita pronta para resolver o problema da seca, que é um fenômeno natural e inevitável. Todavia, há uma série de medidas que podem ser adotadas para mitigar os seus efeitos, fazendo com que a população possa conviver sem perdas econômicas tão sérias”, disse.

E uma das medidas elencadas pelo secretário foi a implantação da tecnologia de fusegate na Barragem de Ponto Novo, que terá a capacidade de reserva de água aumentada em 24%. O Equipamento, de tecnologia francesa, é um dos métodos mais eficazes e baratos e pode ser instalado em qualquer tipo de barragem, e dará segurança hídrica à região de Ponto Novo e outros oitos municípios do Centro Norte do Estado.

Dentre outras ações realizadas pelo Governo do Estado, figuram a doação de equipamentos para construção de barragens subterrâneas; distribuição de animais, de sementes, de colmeias e kits de produção apícola e a ampliação do Seguro Garantia Safra, para minimizar os efeitos da seca e estruturar a região para conviver com este fenômeno climático cíclico.

O secretário destacou ainda a implantação do Programa “Cabra Produtiva, Rota do Leite”, que vem organizando e profissionalizando a caprinocultura de leite baiana, a partir da articulação entre o produtor, a indústria e o comércio, com produção especializada de queijos finos de leite de cabra. O programa possibilitou o aumento de captação de leite em mais de 50%. As informações são da Tribuna da Bahia.

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