Valmir diz que votará a favor da denúncia contra Temer: “País precisa retomar a democracia”

Postado em set 27 2017 - 9:00am por Jornal da Chapada
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Para o deputado baiano, com Temer, o país está longe de conseguir uma estabilidade e defende eleições diretas | FOTO: Montagem do JC |

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) declarou que vai votar a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), acusado de cometer crimes de obstrução de justiça e organização criminosa. Nesta terça-feira (26), após acompanhar a leitura da segunda denúncia contra o presidente da República, na Câmara dos Deputados, Assunção disse que são ainda mais graves as acusações. “Do mesmo modo como da primeira vez, são denúncias extremamente graves que devem ser apuradas. É fundamental que a Câmara não normalize crimes tão graves em nome de uma suposta estabilidade”, dispara.

Para o deputado baiano, com Temer, o país está longe de conseguir uma estabilidade e defende eleições diretas. “Direitos sendo usurpados, políticas públicas destruídas, o país perdendo a credibilidade no cenário internacional e as instituições políticas perdendo a credibilidade com o povo. A resposta tem que ser dada. A Câmara precisa autorizar a investigação contra Temer”, defende Valmir. No inquérito lido nesta quarta, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa.

Na denúncia, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustenta que o presidente e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, do PMDB, foram os responsáveis por chefiar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara. Tudo para obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. “O que me deixa preocupado é que a Câmara dos Deputados aprovou uma Medida Provisória 782 que dá status de ministro [foro privilegiado] a um dos denunciados, que é Moreira Franco, isso é gravíssimo”, completa Valmir.

Na acusação por obstrução de Justiça, o peemedebista Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.

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