Chapada: Festival de Jazz reúne grandes talentos nesta sexta e sábado no Vale do Capão

Postado em set 20 2018 - 3:22pm por Jornal da Chapada

O Festival de Jazz do Capão, que já faz parte do calendário de eventos do Nordeste, está marcado para os dias 21 e 22 de setembro | FOTO: Montagem do JC/Divulgação |

O Vale do Capão, um dos destinos mais procurados por quem busca o equilíbrio entre corpo e mente, será novamente palco de um dos mais emblemáticos festivais de jazz do Brasil. O Festival de Jazz do Capão, que já faz parte do calendário de eventos do Nordeste, está marcado para os dias 21 e 22 de setembro. O projeto conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. A realização é da Cambuí Produções e produção Gil e Canella Produções.

Os espetáculos, que reúnem grandes talentos da música instrumental, acontecem a partir das 20h na Praça da Vila do Capão, distrito de Caeté-Açú, localizado no município de Palmeiras, a 440 quilômetros de Salvador. A programação do Festival, que está em sua 7ª edição, é gratuita. Na sexta-feira (21), A Mostra Capão abre o evento, com Stefano Cortese Trio e convidados.

Na sequência, apresentam-se o músico Paulo Mutti, a dupla Filipe Moreno e Tarcísio Santos e o grupo Conexão Berlin, da Alemanha. A noite do sábado (22) começa com a Mostra EMUS/UFBA, apresentando Jessica Kaline Quarteto, seguida do Eric Assmar Trio – em um Tributo a Álvaro Assmar, do saxofonista Joander Cruz e, para fechar, Dani e Debora Gurgel Quarteto.

Programação
A “Mostra Capão”, que abre a programação artística do evento este ano, será apresentada na sexta-feira (21), por Stefano Cortese Trio e convidados. Pianista italiano que decidiu fixar moradia no Capão há dez anos, Stefano Cortese faz apresentações performáticas com enfoques variados no espaço cultural Casa do Piano, além de integrar o GIC, Grupo Instrumental do Capão.

Acompanhado por seu trio, o artista irá mostrar um trabalho autoral com influências do jazz, da música do mediterrâneo e da música brasileira, entre outras.

Na sequência, sobe ao palco o guitarrista, violonista, arranjador, compositor e produtor baiano Paulo Mutti, que navega por muitos estilos com personalidade própria e naturalidade. Atualmente, radicado no Rio de Janeiro, o músico acaba de lançar seu primeiro CD, “Quietude”, que mistura influências do jazz, do rock e da música afro-baiana.

Na primeira noite do Festival, o público irá conferir ainda Filipe Moreno e Tarcísio Santos. Baixista e guitarrista, respectivamente, amigos e parceiros musicais de longa data, esses artistas são originais da região de Vitória da Conquista. Atualmente, Filipe desenvolve sua carreira no Rio de Janeiro e Tarcísio, em Salvador. No Festival, eles se reencontram para brindar o público com uma música brasileira e, ao mesmo tempo, universal.

A noite será encerrada pelo Grupo Conexão Berlin, formado por experientes músicos da cena jazzística da capital alemã. Liderada pelo percussionista Andreas Weiser, a banda tem fortes conexões com a música latina e a música instrumental brasileira. Iniciando pelo Capão sua primeira turnê no Brasil, o grupo traz ao festival uma world music com sotaque berlinense, entrelaçando ritmos fortes e harmonias delicadas.

A segunda noite do Festival inicia com uma novidade, a “Mostra EMUS/UFBA”, uma parceria do Festival com a Escola de Música da UFBA, apresentando o quarteto de Jessica Kaline. Guitarrista e compositora baiana, nascida em Jequié, Jessica Kaline integrou a banda base da Jamnomam e é estudante do Curso de Música Popular da UFBA, com ênfase em Execução (Guitarra). Na sequência, Eric Assmar Trio faz um show em “Tributo a Álvaro Assmar”.

Considerado o maior expoente da nova geração de guitarristas de Blues na Bahia, Eric desenvolveu uma personalidade artística própria, com grande expressão e técnica do gênero, sob a influência de seu pai e maior mentor, Álvaro Assmar, um dos maiores nomes do Blues no Brasil, falecido precocemente no fim do ano passado (2017).

Também no sábado (22), o público irá conferir o talento improvisador do saxofonista e flautista baiano Joander Cruz. Radicado na Alemanha há alguns anos, onde recentemente concluiu o Mestrado em Jazz Performance na Universidade de Mannheim, esse jovem natural de Itapetinga rapidamente explodiu na cena da música instrumental baiana, com performances e gravações com a Orkestra Rumpilezz e Mou Brasil Quinteto. Agora, ganha o mundo, apresentando-se com grandes nomes do Jazz alemão e gravando o seu primeiro EP.

Para fechar a 7ª edição do Festival, Dani e Debora Gurgel Quarteto faz um mergulho brasileiro no jazz contemporâneo com uma fusão de ritmos modernos e tradicionais, harmonias elaboradas e constante improvisação. O quarteto tem cinco discos gravados e uma carreira internacional consolidada no Japão e na Europa. Liderado por mulheres, mãe e filha, o grupo traz uma união forte e inseparável entre a música instrumental e cuidadosas palavras.

Workshops
Além dos shows, nos dois dias de evento, sexta e sábado, serão realizados workshops, às 14h e às 16h, no Circo do Capão. Os temas são “Composição brasileira” (Debora Gurgel); “Sax e improvisação” (Joander Cruz), “A cena da música instrumental em Berlim” (Conexão Berlin) e “Baixo elétrico” (Filipe Moreno).

A programação do evento, que prima pela qualidade artística, inclui a realização de uma campanha ambiental que envolve ações de coleta seletiva e também o incentivo à carona solidária. O objetivo dos organizadores com a ação é reduzir o impacto ambiental do projeto ao menor nível possível. As informações são da Secult.

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