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Psiquiatra do HGRS é único brasileiro a receber certificação em medicina psicossomática

A certificação ocorreu no 25º Congresso Mundial de Medicina Psicossomática da Faculdade Internacional de Medicina Psicossomática na Itália.

Coordenador do serviço de psiquiatria do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, Lucas Argolo é o único médico do Brasil a receber o título de especialista em medicina psicossomática, neste ano. A certificação ocorreu no 25º Congresso Mundial de Medicina Psicossomática da Faculdade Internacional de Medicina Psicossomática (International College of Psychosomatic Medicine – ICPM), realizado de 11 a 13 de setembro, em Florença, na Itália. Junto ao baiano, foram certificados outros três médicos, da Áustria, do Egito e dos Estados Unidos.

O ICPM é a entidade internacional de sede na Europa que representa a especialidade da medicina psicossomática. “É uma subespecialidade da psiquiatria que surgiu nos Estados Unidos na década de 60, mas que só tem ainda em países de primeiro mundo. No Brasil, não está formalizada como subespecialidade. No entanto, trata-se da especialidade que trata da psiquiatria em conjunto com outras especialidades médicas. Uma visão avançada sobre os fenômenos que envolvem mente e corpo de populações clínicas”, explica Lucas Argolo.

O psiquiatra lembra que muitos países dispõem de outras subespecialidades dentro da psicossomática, como a psiquiatria em cuidados paliativos, em serviços de transplantes, com pacientes infectados com o vírus HIV e, dentre outras, na área de saúde mental da mulher. “É, portanto, a área do conhecimento em saúde mental que cuida das interfaces com pacientes portadores de outras condições médicas”, define ele, que acrescenta: “60% dos pacientes em hospital geral apresentam alguma queixa ou alteração psíquica de relevância clínica, e isso, historicamente, tem sido tratado como um simples inconveniente, não recebendo a devida atenção”.

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Serviço de psiquiatria do HGRS
Inaugurado há três anos com a missão de qualificar o cuidado aos pacientes que necessitam do hospital geral, mas que apresentam alterações psíquicas comórbidas que carecem de abordagem técnica em saúde mental, o serviço de psiquiatria do HGRS já realizou mais de três mil atendimentos, entre interconsultas, internações e consultas ambulatoriais. Conta, ainda, com programa acadêmico para formação de médicos residentes de psiquiatria do Hospital Juliano Moreira (HJM) e internos de medicina da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Segundo Lucas Argolo, a lógica de cuidados aos pacientes acompanhados pelo serviço, bem como a programação didática acadêmica, tem seguido padrões internacionais da medicina psicossomática: “era, então, muito importante que quem estivesse à frente do serviço de psiquiatria do maior hospital geral do Norte-Nordeste tivesse a certificação da especialidade e o reconhecimento internacional da expertise sobre o cuidado em saúde mental dos pacientes que necessitam desse modelo de instituição hospitalar”.

Na avaliação do coordenador, populações com alterações mentais e comportamentais costumam ser estigmatizadas e excluídas do cuidado à saúde. Por isso, faz-se necessário um saber especializado que leve em conta os diversos fatores bio-psico-sociais para enquadrar tecnicamente as necessidades de saúde desses pacientes “de forma holística e madura, rompendo com a velha cisão mente e corpo traduzida pelo afastamento histórico de serviços de psiquiatria dos serviços médicos gerais”. As informações são de assessoria.

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