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#Artigo: A realidade

Depois de um ano de barbeiragens, desencontros, asneiras, entradas e saídas no governo federal, culminamos com uma “saraivada” de pronunciamentos desastrosos.

Por Joyuson Vieira*

Nós, humanos, por mais que queiramos, nunca somos ou seremos totalmente imparciais. A imparcialidade é impossível. Todos nós estamos sujeitos a influências do que acumulamos com nossas experiências. Além dos aprendizados que, para o bem ou para o mal, nos influenciam nas tomadas de decisões. Das mais simples às mais complexas. Os sentimentos como piedade, amizade, simpatia e gratidão, também acabam por interferir na forma como vemos e interferimos no mundo. Nem os mais cartesianos escapam dessa máxima.

O mercado não. Este sujeito que não tem um rosto específico, esse fantasma que ninguém vê, mas também não duvida que exista e que, por mais que você ignore, interfere implacavelmente em sua vida. Esse não tem coração, não tem emoção que o desvie do seu objetivo: lucro. O mercado busca o dinheiro como o tubarão segue um rastro de sangue no mar.

Depois de um ano de barbeiragens, desencontros, asneiras, entradas e saídas no governo federal, culminamos com uma “saraivada” de pronunciamentos desastrosos. Entretanto, o pior não são as falas, mas o silêncio. O silêncio do ministro da Economia, Paulo Guedes, outrora chamado de ‘Posto Ipiranga’, por ser considerado o guru econômico do então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, diante de mais uma fala transloucada, demagógica e panfletária do agora presidente, onde ele dizia que zeraria impostos dos combustíveis se os governadores zerassem a cobrança do ICMS, soou como uma ameaça e assustou o astuto mercado.

Resultado: mais uma fuga de capitais, bolsa declinando e o dólar, ah! O dólar! Quebrou mais um recorde e atingiu o maior valor desde a criação do Plano Real. No mercado paralelo, que a rigor é o que conta, a dura realidade: bateu em quase R$5. Bom, os apaixonados pela esquerda podem dizer que a crise se aprofunda; os apaixonados pela direita dizem que estamos saindo da crise e os apaixonados pelo muro (centro) vão dizer que a situação é estável. O mercado, este não. Desalmado, frio, calculista, premeditado, mas acima de tudo realista, mostra a vida como ela é!

Decida, amigos e amigas, os fanatismos ou a realidade! Bom, agora ficou pior que o silêncio! Os Estados estão quebrados, por conta dos “parasitas” dos servidores públicos e o presidente deles vai zerar impostos dos combustíveis? Não vai acabar de quebrar?

*Joyuson Vieira é prefeito do município de Utinga, na Chapada Diamantina.

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