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#Chapada: Em entrevista, Rui anuncia novos leitos de UTI para a região e indica que a Bahia não adotará protocolo da cloroquina sem aval de especialistas

"Na Bahia, quem passa receita médica, quem faz protocolo de como tentar curar e salvar vidas humanas, não são os políticos, são os médicos, são os cientistas", frisa o governador baiano em coletiva com comunicólogos da Chapada Diamantina.

O governador da Bahia Rui Costa (PT) concedeu entrevista coletiva com jornalista da Chapada Diamantina, nesta quarta-feira (20), e reafirmou a criação de pelo menos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Itaberaba, que vai atender toda a região por causa da pandemia de coronavírus. O Jornal da Chapada já tinha divulgado essa notícia na semana passada (veja aqui). Além dos leitos de UTI, o governador detalhou as mudanças na saúde do município chapadeiro que vai ampliar a oferta na Chapada. Ele frisa o diálogo que teve com o prefeito de Itaberaba, Ricardo Mascarenhas (PP), e indicou que novos equipamentos vão qualificar o setor de saúde da região.

“Conversando com o prefeito [de Itaberaba] Ricardo [Mascarenhas], definimos uma linha de ação: a [Unidade de Pronto Atendimento] UPA24h de Itaberaba fica focada para recepcionar pacientes suspeitos e confirmados de covid-19, a emergência muda para outro espaço, me parece que será num prédio de uma antiga maternidade, e nós contratamos um hospital privado, chamado de Hospital da Chapada. Esse hospital, por tanto, vai ofertar, acho que essa semana ainda, os leitos de UTI. Estava fazendo modificações internas com rede de gases, adaptando para implantar lá, os leitos de UTI, nós pedimos que o proprietário do hospital chegue a pelo menos 20 leitos de UTI para atender Itaberaba e também toda a região”, disse Rui. Mais informações sobre este assunto aqui.

Durante a entrevista, Rui ainda anunciou a chegada de novos equipamentos que serão utilizados para a ampliação de leitos em todo o estado, entretanto, salientou que a falta de equipamentos é apenas um dos desafios para a abertura de novos leitos. Existe também a dificuldade de conseguir profissionais para trabalhar em toda a Bahia, no Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.

“Além do Hospital [Regional] da Chapada, em Seabra, e leitos em Itaberaba, estamos montando de acordo com a situação de cada região, de cada cidade, até porque a dificuldade nossa não é só de equipamento, essa é a dificuldade número um. Falta de respiradores, falta de monitores”, assevera o governador.

“Hoje [20] pela manhã recebemos 100 monitores da Philips que nós compramos, já estão em solo baiano, já estão sendo distribuídos para as unidades de saúde. A expectativa é de chegarem hoje, 159 respiradores que nós compramos numa fábrica lá do Rio Grande do Sul, até amanhã [21] chegam 60 respiradores que compramos da China, ou seja nos próximos dias há a previsão de chegarem respiradores, o que possibilita a abertura de novos leitos. Mas equipamento não é o único limitador para abertura de novos leitos, nós temos um gravíssimo limitador que é a ausência de pessoal, de equipe técnica, de médicos”, detalha.

Veja a entrevista completa

Ministério da Saúde e Cloroquina
Sobre a saída do ministro da saúde, Rui Costa disse ser “inacreditável que durante a maior pandemia que o mundo passou nas últimas décadas, o país tenha trocado duas vezes de ministro porque eles não concordaram com orientações políticas em detrimento das orientações técnicas do presidente da República [Jair Bolsonaro] quer passar receita médica”.

O governador foi enfático em dizer que “na Bahia, quem passa receita médica, quem faz protocolo de como tentar curar e salvar vidas humanas, não são os políticos, são os médicos, são os cientistas. Exceto aqueles políticos que também são médicos. Nós temos na Bahia alguns políticos que também são médicos. Deputado Jorge Solla é médico, o deputado José Rocha é médico, o senador Otto Alencar é médico. Esses têm o privilégio de ser político e médico, mas exceto quem é médico, político tem que ficar no seu lugar. Cada macaco no seu galho. Se a gente quer salvar vidas humanas, se nós queremos respeitar o sentimento e a dor dos outros, não dá para fazer brincadeira e piada no dia que o Brasil passa de mil mortos”, completa Rui.

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