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#Chapada: Artista LGBTQIA+ de Seabra fala da falta de amor, racismo, homofobia e lança seu primeiro videoclipe

A proposta de Franix é expor a falta de amor nas organizações sociais. “Qualquer pessoa deve ter a liberdade de se maquiar ou se expressar da maneira que quiser, e as pessoas devem entender que isso é um direito”, explica o artista.

O artista Franix, de 19 anos, lança seu primeiro videoclipe ‘Falta Amor’ abordando questões como discriminação racial, homofobia e desigualdade social. Sob sua direção, o lançamento do trabalho ocorreu no dia 27 de novembro. A proposta do artista de Seabra, cidade da Chapada Diamantina, é expor a falta de amor nas organizações sociais.

“O principal gatilho para a composição da letra foi um ato homofóbico que aconteceu comigo em minha cidade. Estava passando na rua quando um senhor citou a frase ‘esses viados estão ousados, olha para essa roupa’. Parei, senti vontade de discutir, mas apenas segui reto. Não tenho uma visão binária sobre roupas, acredito que são apenas tecidos e cada um escolhe o melhor para si. No mesmo dia, na casa de uma amiga, comecei a refletir sobre o ato e vários outros acontecimentos da mesma natureza, como o assassinato de Rosinha do Beco“, explica Franix.

“Comecei a escrever com o objetivo de expressar o sentimento e passar o recado de alguma forma. Qualquer pessoa deve ter a liberdade de se maquiar ou se expressar da maneira que quiser, e as pessoas devem entender que isso é um direito. Penso em ‘Falta Amor’ como um ato político e de motivação para que outras pessoas LGBTQIA+ saibam que podem transitar por onde e como quiser”, salienta.

A produção musical foi realizada pelos beatmakers por John Belik e Alonso Vaz, com direção de imagem de Danilo Braga. Na obra, Franix denuncia visões estereotipadas acerca das ‘bichas pretas’, como a sexualização do corpo preto e a homofobia. A música fala de resistência, preconceitos e sobre se manter potente.

“Esse é o primeiro videoclipe divulgado para o público. Tenho um arsenal de letras e conto com parceiros incríveis na produção musical. Entretanto, as carreiras nem sempre funcionam da maneira como a gente planeja. As subjetividades da vida que controlam o ritmo dos lançamentos. Mas é certo que ainda esse ano mais uma faixa seja lançada“, conclui.

O início do contato do artista com o rap aconteceu através da Batalha do CT, movimento artístico e de rua que ocorria na praça dos correios, em Seabra. Com a pandemia e o contexto de distanciamento social, Franix utilizou os meios digitais para entregar suas obras ao público. Atualmente, o artista possui vídeos de poemas no segmento slam disponíveis em seu instagram ‘@iamfranix’ e áudio e videoclipe da canção disponível em seu canal do YouTube.

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