O turista paulista Eliton Leão está desaparecido desde a última segunda-feira (29), após entrar na água durante um passeio na trilha do Ribeirão do Meio, em Lençóis, um dos atrativos naturais mais visitados da Chapada Diamantina. Segundo relatos de testemunhas e familiares, ele mergulhou no poço, submergiu duas vezes e, ao tentar retornar à margem, desapareceu, levantando a suspeita de afogamento.
Natural de São Paulo, Eliton estava na Bahia para passar férias com familiares quando decidiu conhecer o local turístico. Desde então, parentes acompanham com angústia o trabalho das equipes de resgate e pedem que qualquer informação que possa auxiliar nas buscas seja comunicada imediatamente às autoridades.
As buscas seguem concentradas no ponto onde o turista foi visto pela última vez. As equipes enfrentam dificuldades por causa das chuvas registradas nos últimos dias, que aumentaram a correnteza e deixaram a água mais escura, reduzindo a visibilidade dos mergulhadores e tornando a operação mais complexa.
Em entrevista à Record Bahia, o tenente da Polícia Militar, Mateus Campos, informou que o trabalho foi iniciado logo após o acionamento das equipes. “Assim que recebemos o chamado, deslocamos a guarnição para o local e iniciamos as buscas. As chuvas recentes aumentaram a correnteza e deixaram a água bastante turva, dificultando o trabalho dos mergulhadores. Mesmo com essas condições, realizamos buscas durante todo o dia, mas sem êxito”, afirma.
O oficial também informou que o efetivo foi reforçado para dar continuidade à operação. “Ampliamos a equipe de mergulho, que já retomou os trabalhos. Estamos concentrando as buscas no ponto indicado pelos familiares como o último local onde Eliton foi visto e, a partir daí, seguimos todos os protocolos para tentar localizá-lo e dar uma resposta à família neste momento tão difícil”, completa.
Embora o Ribeirão do Meio seja conhecido pelo fácil acesso e esteja entre os pontos turísticos mais procurados da Chapada Diamantina, especialistas recomendam que os passeios sejam realizados com acompanhamento de guias ou pessoas que conheçam bem a região, principalmente após períodos de chuva, quando a correnteza, a profundidade e as condições da água podem mudar rapidamente, aumentando os riscos aos visitantes. Jornal da Chapada com informações da Record Bahia.


















































