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Após carreata, impasse entre escrivães e investigadores continua com o governo da Bahia

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Conforme manifestantes, a proposta do Governo não deu nenhuma sinalização de fazer o enquadramento salarial correspondente ao Nível Superior | FOTO: Divulgação |

Os escrivães e investigadores da Polícia Civil realizaram na quarta (16) carreata com cerca de 100 carros, com saída da praça da Piedade em direção à Governadoria. Após a carreata, a categoria se reuniu com representantes da Saeb e Serin na tarde de quarta, no CAB, para tentar negociar com o Governo do Estado o enquadramento na tabela salarial de nível superior, conforme consta na Lei Orgânica de 2009, que rege a Polícia Civil baiana. Segundo informações dos policiais que participaram da reunião, os representantes do governo afirmaram que não tinham o intuito de atender a reivindicação da categoria e a finalidade seria apenas construir pontes para os possíveis diálogos com outras representações do Estado.

“Disseram que há uma política atual do Governo de não conceder aumento ou acatar pauta salarial de qualquer categoria. Os assessores alegaram que o orçamento do Estado está extremamente apertado e que a Lei de Responsabilidade Fiscal está no limiar de ser ferida!”, lembrou Ary Alves. De acordo com o escrivão Luiz Carlos, os representantes da Saeb e Serin afirmaram que, no próximo mês, o contracheque dos escrivães e investigadores vai estar com a nomenclatura modificada de Nível Médio para Nível Superior.

Rosa, entretanto, frisa que a proposta do Governo não deu nenhuma sinalização de fazer o enquadramento salarial correspondente ao Nível Superior. “Eles falaram que não há obrigatoriedade do governo de nos enquadrar numa escala de nível superior porque essa tabela não existe como referência, ou seja, eles afirmaram que o Estado pode ter funções e cargos de exigência do nível superior mas isso não implicaria em um enquadramento na tabela salarial!”, ironiza Ary Alves, um dos Coordenadores da Campanha.

Ary criticou o Sindpoc, especialmente o presidente Marcos Maurício, por ter anunciado como uma “grande conquista da categoria” a mudança da sigla no contracheque de NM (Nível MÉDIO) para NS (Nível Superior) sem a modificação da tabela salarial. “Vamos continuar recebendo o salário equivalente ao nível médio! O Sindpoc, mais uma vez, demonstrou que é um sindicato governista, pelego e que está fechado com o Governo. Não nos representa!”, frisou Alves, salientado que a categoria não vai desistir da luta. Em Tocantins a luta pelo salário de nível superior começou em 2009 e, em 2015, foi aprovada e sancionada a lei que modificou os salários dos escrivães e investigadores da policia civil do Estado.

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