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Preso suspeito de assassinar ‘Binho do Quilombo’ em Simões Filho; Valmir quer rigor na investigação

O deputado federal Valmir Assunção lamenta a morte do trabalhador quilombola em Simões Filho | FOTO: Montagem/Divulgação |

O suspeito de assassinar o agricultor quilombola Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, de 36 anos, mais conhecido como ‘Binho do Quilombo’, foi preso, nesta quarta-feira (20), por policiais civis em Camaçari, e está sendo levado para Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) comentou a prisão do suspeito identificado como Leandro Pereira da Silva, natural de Pernambuco, voltou a cobrar vigor nas investigações para prender os outros envolvidos e parabenizou a Polícia Civil da Bahia pela celeridade.

“É uma questão que precisa ser resolvida pela polícia, inclusive com a prisão dos mandantes, dos autores intelectuais do crime. Parabéns para a Polícia Civil que prendeu um suspeito, agora é preciso investigar com afinco a origem deste crime que chocou todos nós. Binho era um ativista por direitos e lutava pela reforma agrária e por melhorias em sua comunidade”, salienta Valmir, lembrando do Território Quilombola de Pitanga dos Palmares, onde o militante atuava e vivia.

Para o irmão de Binho, Welington Pacífico, a polícia prendeu o suspeito, mas ainda não chegou na delegacia, porque estão investigando para chegar aos mandantes do assassinato. Conforme informações, Leandro foi quem atirou contra Binho em 19 de setembro. “Vão pegar mais um, dois serão presos agora. Pela investigação são três envolvidos, dentre eles um político. Já foi pego o suspeito que assassinou, o que atirou, Leandro Pereira da Silva, que residia em Camaçari”, aponta.

Ainda conforme dados, a juíza responsável pelo caso pediu a prisão preventiva dos suspeitos com as provas do processo em tramitação. “Na verdade, já se sabe o motivo do crime, que foi as terras dos quilombos. Meu irmão, que era o presidente da associação, acolheu esse cara que o assassinou e deu um terreno para ele. Uma terceira pessoa arquitetou tudo para ele assassinar o meu irmão para ficar com as terras e o outro ficar com os lotes de Binho, o político. Tirou a vida do meu irmão por isso, que deixou três filhos. Agora é júri popular, a comunidade toda estará acompanhando”.

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