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Projeto baiano é selecionado para receber recursos privados de pesquisa científica

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Pesquisa sobre aquíferos foi escolhida pelo Instituto Serrapilheira entre mais de 2 mil inscritas. Na foto, o biólogo Pedro Meirelles que vai coordenar a pesquisa | FOTO: Divulgação |

Um projeto de pesquisa da Universidade Federal da Bahia (Ufba) está entre os 65 selecionados de todo o país para receber recursos do Instituto Serrapilheira, primeira entidade privada a destinar verba para a pesquisa científica no Brasil. A pesquisa ‘Impactos das mudanças climáticas em microbiomas, fixação de carbono e qualidade da água em aqüíferos’ será desenvolvida no Instituto de Biologia da Ufba, sob a coordenação do professor Pedro Meirelles, criador do Laboratório de Bioinformática e Ecologia Microbiana.

O estudo visa compreender como as mudanças climáticas afetam os microorganismos e a qualidade da água em aqüíferos, ou seja, nos reservatórios de água existentes no subsolo, como os lençóis freáticos. Com estas informações, será possível, por exemplo, combater eventuais contaminações nas águas subterrâneas, além de encontrar genes que possam a vir a ser utilizados na produção industrial.

“Já há uma boa gama de informações sobre os recursos genéticos das águas que estão na superfície, como as dos mares e rios, mas as pesquisas nas águas de subsolo ainda são incipientes. Deter essas informações, relacionando isso com as mudanças climáticas, trará grande benefício para a ciência e a sociedade”, diz Meirelles.

Professor adjunto do Instituto de Biologia da Ufba, Pedro Meirelles é doutor em genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua principal área de atuação é a Biologia Integrativa, trabalhando com integração de dados de diversas áreas para entender o funcionamento da natureza.

Instituto Serrapilheira
Criado oficialmente em março de 2017, o Instituto Serrapilheira segue o modelo de instituições de fomento à pesquisa espalhados pelo mundo. O processo seletivo contou com 2 mil inscrições de jovens pesquisadores – apenas quem concluiu o doutorado há no máximo 10 anos poderia participar.

Cada um dos projetos selecionados neste primeiro edital receberá R$ 100 mil para tocar as pesquisas por um ano. Ao final deste período, será feito um novo filtro e cerca de 12 propostas serão escolhidas para serem patrocinadas por mais três anos, com investimento de até R$ 1 milhão para cada uma. As informações são de assessoria.

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