#Bahia: Mulher grávida agredida por policial militar em Salvador desabafa sobre situação

Postado em jun 7 2018 - 7:18pm por Jornal da Chapada
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De acordo com o tenente coronel Arnaldo, comandante do 18º batalhão da PM, o policial que bateu na mulher grávida já foi afastado da atividade operacional | FOTO: Divulgação/G1BA |

A mulher, grávida de três meses, que foi agredida e arrastada pelos cabelos por um policial militar no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, fez um desabafo sobre as agressões sofridas no último domingo (3). Em entrevista ao G1 na quarta (6) ela disse que participava da trezena de Santo Antônio quando a guarnição chegou e abordou um rapaz. Toda a ação foi registrada em vídeo.

“Eu estava aqui na praça com minhas duas filhas quando eles chegaram e começaram a abordar o menino, perguntando onde estava a droga. Aí eles começaram a bater no menino e todo mundo começou a gritar pedindo para parar, porque eles estavam agindo com muita violência”, relatou a mulher, que preferiu não se identificar.

Segundo a Polícia Militar (PM), o vídeo com o flagrante já foi encaminhado para a corregedoria da corporação para ser submetido a análise. Em nota, a instituição informou que a corregedoria do 18º Batalhão instaurou um feito investigatório para apurar a conduta dos policiais militares e está adotando todas as medidas administrativas necessárias que o caso requer.

Conforme a PM, “as imagens estão sob análise do comandante da unidade e os PMs, que nitidamente se excedem na abordagem, foram afastados das atividades operacionais”. Ainda em nota, a PM afirma “que todo comportamento de integrantes da corporação que fuja à técnica policial será apurado com rigor, pois a PM não coaduna com ações desta natureza, e os casos isolados não podem comprometer o bom desempenho da tropa baiana”.

De acordo com o tenente coronel Arnaldo, comandante do 18º batalhão da PM, o policial que bateu na mulher grávida já foi afastado da atividade operacional. “Estamos apresentando ele ao departamento de promoção social e será acompanhado por um psicólogo”, disse à reportagem da TV Bahia. À espera do quarto filho, ela relatou como ocorreu a agressão. “Eu era só mais uma das pessoas que estavam aqui e não sei porquê ele me escolheu para bater. Ele puxou meu cabelo com força, estou com dor no pescoço até agora”, conta.

De acordo com a vítima, o policial que a agrediu não estava junto com a guarnição que abordou o jovem no bairro. “O policial que deu o tapa na minha cara não estava junto com a guarnição que agrediu o menino. Só tinha uma viatura e de repente apareceu a outra. Começamos a gritar, porque tinha muita gente, muita família, gritamos que era covardia, que ele ia matar o menino”, conta.

Moradora da região, a mulher contou que ninguém conhecia o rapaz que foi agredido durante abordagem da PM. “Eles chegaram e ficaram perguntando ‘cadê a droga’ e passaram a agredir o rapaz. Eu penso assim, como policial, no seu dever, eles têm que abordar e, se achar a droga, prender e levar para delegacia, não fazer isso”, disse. Para ela, foi um desaforo a agressão. “Eu sou mãe de família, tenho três filhos. Estava com minhas duas filhas, uma de 11 anos e uma de 4. Foi um desaforo ele me bater, eu grávida, sem ter feito nada. Fiquei muito agitada, muito nervosa, comecei a gritar e ele sem querer me soltar”, relatou.

Caso
Um vídeo gravado por um turista mostra quatro policiais abordando um jovem na região do largo no bairro, onde estava ocorrendo a Trezena de Santo Antônio. O jovem alvo da revista resiste à tentativa dos policiais de colocá-lo na viatura e acaba sendo agredido com alguns golpes de cassetete e tapas.

As pessoas em volta comentam que o jovem está sendo agredido por conta da apreensão de um cigarro de maconha e o aconselham a não entrar na viatura. Por conta da intensificação da ação dos militares, as pessoas fazem um coro e chamam os policiais de covardes.

Em um momento, um dos policiais envolvidos na operação parte para cima de uma mulher, que estava no grupo que protestava contra a ação, com tapas no rosto e puxões de cabelo. O PM chega a arrastar a mulher pelos cabelos. Algumas pessoas tentam evitar as agressões afirmando que a mulher estava grávida, e o colete do policial chega a cair.

A Polícia Civil informou que homem alvo da ação foi conduzido à unidade policial e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por uso de droga e resistência à prisão. Após ter sido ouvido, foi liberado. Jornal da Chapada com informações do G1BA.

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