Chapada: MST reocupa área improdutiva na zona rural do município de Itaberaba após sofrer ataques

Postado em maio 14 2019 - 8:15pm por Jornal da Chapada

Cerca de 120 famílias voltaram para continuar desenvolvendo a reforma agrária em Itaberaba | FOTO: Divulgação/MST |

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reocupou a fazenda Santa Maria, conhecida como ‘Bom Jardim’, na zona rural do município de Itaberaba, na Chapada Diamantina. Essa reocupação aconteceu na madrugada da última segunda-feira (13). São cerca de 120 famílias que reocuparam pela sexta vez a fazenda, que tinha sido instrumento do agronegócio na criação de gado e está desativada. O local foi onde as famílias sem-terra denunciaram ataque violento (veja aqui). A polícia militar esteve na fazenda após a ação do MST para tentar convencer os integrantes a saírem da localidade, mas não obteve êxito.

“A fazenda vinha sofrendo desmatamento e caça ilegal. Uma queixa foi prestada no Ibama anos atrás, mas até o presente momento nada foi feito a respeito. Assim que a fazenda foi reocupada, passadas algumas horas, os policiais militares apareceram e tentaram convencer os trabalhadores e trabalhadoras do campo a saírem, sem êxito. Em seguida vieram a Caatinga [polícia especializada] para também tentar fazê-los desocuparem a área, mas também sem resultado”, aponta texto publicado pela Página do MST.

Ainda de acordo com o MST, “antes de voltar à terra, os trabalhadores da reforma agrária foram ao Ministério Público [MP] prestar queixa e foram na delegacia registrar boletim de ocorrência [BO], pois estão sendo ameaçados pelo arrendatário Rogério São Mateus Valverde, que mostra armas de grosso calibre a todos acampados”. Ao ocupar a terra, as famílias reivindicam que os donos da fazenda se pronunciem para uma conversa com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) para negociação.

“Os acampados sonham em poder produzir e viver dignamente, pois estão cansados de verem suas produções serem destruídas pelos capangas do arrendatário. As famílias seguem em luta em busca pela reforma agrária popular”, complementa texto do MST. Na época da desapropriação, o deputado estadual Jacó (PT) condenou as ameaças contra a ação do MST.

“Não permitiremos que o obscurantismo e o fascismo se criem no Estado da Bahia. Os latifundiários não intimidarão os movimentos sociais que lutam por terra, trabalho e pão. Toda minha solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras sem terra. Estarei, através do nosso mandato, tomando as devidas providências. ‘Tentaram nos enterrar, mal sabiam que éramos sementes’”. Jornal da Chapada com informações do MST.

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