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#Chapada: Sem acordo com a prefeitura para erguerem barreira sanitária, moradores do Vale do Capão dizem que estão vulneráveis à Covid-19

Após encontro, a comunidade no coração da Chapada Diamantina segue sem controle e impossibilitada de retomar os trabalhos de controle de acessos e monitoramento.

Sem acordo. Esse foi o resultado da reunião realizada com a prefeitura de Palmeiras, na Chapada Diamantina, na última quarta-feira (29), com os moradores do Vale do Capão que pediam o retorno da barreira sanitária na comunidade como forma de conter a entrada do novo coronavírus na comunidade (veja aqui). O encontro foi em conjunto com o Conselho de Gestão da Crise de Covid-19 do Vale do Capão – que reúne mais de 15 associações, entidades e coletivos do Vale.

Com o prefeito Ricardo Guimarães (PSD), estavam o procurador do município, Tiago Rola, a coordenadora epidemiológica, Alessandra Lima, e o secretário de Meio Ambiente, Genilson Oliveira da Silva, o popular ‘Nininho’. No entanto, a proposta para um novo decreto teve alguns impedimentos que não permitiram o retorno da ‘Barreira do Capão’, conforme informações de voluntários.

“A prefeitura não aceitou a restrição aos trabalhadores, que impediriam eles de frequentarem os comércios. Também não aceitou a aplicação de multa, nem a cassação do cadastro em caso de descumprimento”, apontam integrantes do conselho. Eles ainda informam que na proposta foram flexibilizados vários pontos que atendiam os interesses de ambas as partes, comunidade e prefeitura.

“Nós flexibilizamos uma das nossas convicções mais radicais, que é a não entrada de prestadores de serviços não essenciais. Ainda mais no contexto de agravamento da crise em todo o país. Fizemos isso porque acreditamos que o Vale realmente precisa de uma barreira e de controle do fluxo, como medida mais eficiente para evitar a propagação da Covid-19 em nossa comunidade”, salienta um dos representantes que esteve na reunião.

Com a barreira sanitária, o Vale do Capão estaria mais seguro, é o que acreditam os membros do comitê da comunidade | FOTO: Divulgação |

“E aos que se preocupam com a economia dessas pessoas, inclusive o poder público quando aplica esse discurso, sugiro que usem o recurso de mais de R$120 mil reais que foi disponibilizado ao município por conta do estado de calamidade que vivemos, para garantir a segurança econômica, a vida destes trabalhadores e o bem-estar da comunidade”, completam.

O Jornal da Chapada manteve contato com prefeito Ricardo, na última quinta-feira (30), um dia após a reunião, para buscar informações sobre o resultado da reunião com o Conselho de Gestão da Crise de Covid-19 do Vale do Capão. Para o gestor, “a reunião foi boa e aguardava um retorno dos membros”. Ao ser questionado se toda a proposta tinha sido aceita ele diz que “algumas foram acatadas outras não tinham amparo na lei“.

Também foi questionado sobre o surto epidêmico de casos suspeitos de dengue alertado por médica da USF (saiba mais), e o prefeito respondeu que “a nossa enfermeira epidemiológica estava presente e procede essa informação. [O surto se deve a] muitas chuvas esse ano”, declarou Guimarães.

Jornal da Chapada

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