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#Chapada: Caso de tortura e agressão de militares em Capim Grosso é apurado pela polícia

A situação que ocorreu na cidade de Capim Grosso, envolvendo PMs no caso de tortura contra os filhos de dona de casa está sendo investigado.

A mãe dos garotos torturados, Jucide Silva Oliveira, denunciou policiais militares por tortura e agressão contra os filhos, após invadirem a casa da família no bairro José Mendes de Queiroz, em Capim Grosso, na Chapada Norte, no dia 29 de agosto. A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) disse que instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos envolvidos.

Em relato ao portal G1, Jucide declarou que a família estava em casa, fazendo uma reforma no imóvel, quando parou para almoçar. Neste momento, os PMs chegaram procurando um homem conhecido como ‘Marcelo’ — que ninguém sabia quem era. Ainda em relato, a mulher disse que os policiais não acreditaram e passaram a torturar os dois filhos dela, para que eles falassem.

Além de serem agredidos, os rapazes também tiveram os cabelos e chinelos cortados pelos PMs. Os militares chegaram a usar uma mangueira para enforcar um dos filhos de Jucide, que provocou um desmaio. A dona de casa conta também que os policiais revistaram toda a casa dela, mesmo sem apresentarem um mandado judicial, e não encontraram nada. Ao saírem de sua residência, a família gravou um vídeo no qual Jucide desabafa e faz um apelo para as autoridades, para que orientem os policiais nas abordagens.

“Vocês têm que orientar quando eles vêm atrás de pobre, porque não é todo mundo que é vagabundo não. Aqui não tem vagabundo, é tudo pai de família, trabalhador. Enforcaram pais de família com mangueira, sem ter necessidade nenhuma. Entraram dentro de casa, olharam tudo e não acharam nada. Porque a gente é pobre, não pode morar aqui não. Eles têm que aprender a fazer o trabalho deles direito, porque a gente é pobre, mas não é cachorro, não”, contou.

Em entrevista a equipe da TV Bahia, Jucide contou que está sendo apoiada por membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia, e que quer justiça pelo que aconteceu com os filhos dela.

“Eu estou aqui à procura de Justiça. Eles entraram em minha casa sem mandado, enforcaram meus filhos com mangueira, cortaram chinelos, cortaram os cabelos de meus filhos. Eu estou com um filho acompanhado por psicólogos. A gente está consciente de nossos direitos, que não é assim. Porque a gente é de uma família pobre, de um bairro que tem muitos negros, inclusive meus filhos são negros, e a gente está passando por tudo isso. Eu não quero que nenhuma mãe passe pelo que eu passei. A gente está sendo acompanhado pela Ordem dos Advogados da Bahia, que está nos dando a maior força, e eu tenho certeza que a gente vai ter a justiça”, disse Jucide.

A Polícia Militar disse que não compactua com comportamentos que fujam à técnica policial e reforçou que todas as denúncias serão devidamente apuradas. Jornal da Chapada com informações do portal G1.

Jornal da Chapada

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