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Suíca repudia racismo e agressões contra garis e margaridas em Salvador; SindilimpBA pede apuração

O candidato a vereador relata denúncias frequentes de agressões físicas e verbais, inclusive de alguns policiais militares quando abordam trabalhadores de limpeza em bairros periféricos.

Racismo, intolerância, preconceito, desrespeito e agressões físicas e verbais. Essa é a rotina de inúmeros trabalhadores de limpeza urbana que atuam na linha de frente no combate à covid-19 em Salvador. A denúncia é do SindilimpBA, sindicato que representa os profissionais no estado. Nesta sexta-feira (6), o candidato à reeleição para vereador, Luiz Carlos Suíca (PT), precisou intervir após atos racistas de transeuntes no Campo Grande e Corredor da Vitória contra trabalhadoras. Em outro caso, em escola no bairro de Brotas, a funcionária foi chamada de ‘negrinha’ e quase perdeu o emprego. “Isso é um absurdo. A pessoa é agredida, chamada de ‘negrinha’ e, por muito pouco, não é demitida por isso. Ela estava em seu espaço de trabalho. Se não fosse por essa intervenção ela estaria demitida agora”.

Suíca descreve que não foi um caso isolado. Ele relata denúncias frequentes de agressões físicas e verbais, inclusive de alguns policiais militares quando abordam trabalhadores de limpeza em bairros periféricos. “Tem relatos de casos como esse em Brotas, Bairro da Paz, Paralela e Campo Grande e não devem ser deixados de lado pelas autoridades. É preciso apuração e que os infratores sejam punidos, racismo é crime e agressão também. Não sabemos se são moradores dos bairros, mas o fato é que os crimes estão acontecendo. Sem contar que esses trabalhadores estão arriscando suas vidas para ajudarem a sociedade a vencer essa crise sanitária, que já matou mais de 161 mil brasileiros”, completa o candidato petista.

A coordenadora-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, foi quem denunciou o assédio e as agressões que os trabalhadores de limpeza urbana sofrem na capital baiana. “Teve essa agressão da escola em Brotas, chamou a margarida de ‘negrinha’ e se não fosse o sindicato teria sido demitida. Agora, na praça do Campo Grande, uma trabalhadora negra, com mais de 20 anos de empresa, sofre um empurrão de um casal. Os trabalhadores estão sendo mandados embora, mas eles são trabalhadores [as] e merecem ser respeitados. Não podemos abaixar a cabeça para esses tipos de comportamentos. São condutas criminosas, preconceituosas e que desmerecem o trabalho dos profissionais, é preciso rigor nas apurações”, sintetiza Ana.

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