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#Chapada: Em Lençóis, Jimmy Page era discreto, virava cachaça e andava mal vestido nos anos 90, segundo livro

De acordo com o autor da publicação, o músico do Led Zeppelin construiu uma casa no município chapadeiro, onde aluga até hoje.

Em histórias reunidas e contadas no livro ‘Jimmy Page no Brasil’, o autor, músico e jornalista Leandro Souto Maior, narra cenas comuns em 1990, onde um dos maiores astros do rock, Jimmy “Lama” Page, da banda Led Zeppelin, vivia em sua residência no município de Lençóis, na Chapada Diamantina, com o seu tradicional figurino – shortinho jeans e camiseta rasgada -, virando copos de cachaça pura, enquanto falava com moradores da região que não faziam ideia de quem ele era.

De acordo com o autor, Page comprou o terreno no município chapadeiro e construiu uma casa, onde passava longas férias regularmente e que ele aluga até hoje. Ele vivia seu casamento de 12 anos com Jimena, argentina que foi criada nos Estados Unidos e depois foi para a Bahia. Na época, os dois moravam ainda com Jana, filha de Jimena com Luciano Silva, saxofonista de Margareth Menezes.

Ainda conforme o jornalista, os momentos em Lençóis são os mais interessantes. “Ele curtiu, desfrutou uma vida de anônimo. Andava pelas ruas sem ser assediado ou reconhecido. Era um pouco o astral da Jimena, uma coisa bem à vontade, até no jeito de se vestir. Tem vários relatos de que ele usava camiseta rasgada mesmo, andava mal vestido, e se amarrava em tomar uma cachacinha. Eventualmente, participava de uma roda de violão.”

O livro, graças a um financiamento coletivo, foi publicado em edição bilíngue, português e inglês. “Lama” era como os nativos supostamente chamavam Jimmy Page, ex-guitarrista do Led Zeppelin, por causa do aspecto esfarrapado/mal vestido que ele apresentava, e o apelido envolve a relação de décadas do artista britânico com o Brasil.

“Já sabia de várias histórias dele no Brasil, e nas biografias não tinha nada”, diz Souto Maior. “São vários anos da vida dele. Tantas fotos, diversas situações. Tudo bem, não precisava de um livro inteiro sobre isso. Mas, poxa, tantas vindas, um cara que foi cidadão honorário do Rio de Janeiro”.

As histórias são contadas no livro ‘Jimmy Page no Brasil’, do jornalista carioca Leandro Souto Maior | FOTO: Montagem do JC |

O livro, no formato lembra um fanzine, agora tenta preencher essa lacuna na história que os europeus e americanos contam de um dos maiores guitarristas do mundo. Souto Maior partiu do material reunido por Lula Zeppeliano, conhecido fã da banda que se encontrou mais de uma vez com Page e construiu um vasto arsenal de documentos sobre as vindas do astro ao país.

“Jimmy Page no Brasil” destaca principalmente os eventos que envolveram a Casa Jimmy, espaço beneficente que o músico mantém até hoje no Rio –mas relata também a relação dele com roqueiros brasileiros, como Frejat, George Israel, Herbert Vianna e Paulo Ricardo.

No Brasil, Page tinha muito interesse pela cultura, o que incluía a culinária e a música, mas pouca vontade de dar canjas ou de tocar em eventos. Nos relatos presentes no livro, os fãs relatam a decepção que o encontraram, mas não o viram tocar. “Ele não se sentia à vontade”, diz Souto Maior.

No período que passou indo a Lençóis, Page fazia de tudo para despistar fãs e imprensa. Ele arriscava no portunhol e, segundo os relatos, tinha uma espécie de pacto com os mais próximos para não ter o paradeiro revelado.

Além disso, em entrevistas, ele pontuava em entrevistas sobre a semelhança da música brasileira com a que havia conhecido em países da África e sobre a riqueza musical do país. Um dos shows que ele ficou fascinado foi o do Olodum, que viu em Salvador, ao lado do guitarrista Ron Wood, dos Rolling Stones. Jornal da Chapada com informações de Folha de São Paulo.

Jornal da Chapada

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