#Bahia: Seca em Lagoa do Vale do São Francisco afeta cerca de 2 mil pessoas

Postado em set 6 2017 - 11:15am por Jornal da Chapada
seca

A lagoa Itaparica era alimentada pelas águas do Rio São Francisco e é a maior da região | FOTO: Reprodução/TV Osete |

Cerca de 2 mil moradores do município de Xique-Xique, no Vale São-Franciscano da Bahia, estão sofrendo com a seca na lagoa Itaparica, uma vez que dependem da água dela para sobreviver. O local virou um cemitério de peixes por conta da estiagem. “Tem uma quantidade de duas mil pessoas que recebem impacto direto porque dependem da lagoa pra pesca, pra criação de animais e pequenas áreas agrícolas”, afirmou Roberto Rivelino, secretário de Meio Ambiente da cidade.

A lagoa Itaparica era alimentada pelas águas do Rio São Francisco e é maior da região. Agora, o que se vê no local é uma grande poça que tem apenas cerca de dez centímetros de profundidade. A estiagem na região também atinge as criações de gado. “Se você descesse aí e não soubesse nadar morria, porque era fundo. E hoje em dia não, ela tá rasa, parece um prato”, relata dona Amarilda Campos, dona de casa e moradora antiga do local.

Há seis meses não chove em Xique-Xique e a previsão é que só haja chuva na cidade em meados do mês de outubro. Conforme os moradores, essa é uma das piores secas já ocorridas na cidade. “Pra nós que somo filhos dessa terra, que nascemos às margens do Rio São Francisco, presenciar um cenário como esse é algo que parte o coração”, disse a professora Marquileide Oliveira.

Antes que a lagoa seque de vez, o que deve acontecer em breve caso não chova, pescadores e agentes do Ibama fizeram a retirada de 50 mil peixes. Do que ficou na lagoa, a maioria morreu. Não há uma estimativa da quantidade de peixes mortos no local após a seca da lagoa. “Nós pecamos, a prefeitura pecou, o Ibama, supletivamente aos dois, também pecou, mas tem tempo ainda de corrigir”, disse Wanderley Pinheiro, analista do Ibama.

Para o geólogo Railton Barbosa, as queimadas constantes em Xique-Xique contribuíram para a seca da lagoa. “Aqui no entorno da lagoa as queimadas são recorrentes, o desmatamento também, a extração de areia, a pesca predatória. Tudo isso contribui aqui para a seca da Itaparica. Associado com a estiagem e a extração irregular de água do subsolo isso provoca a seca muito rápido”, disse. Jornal da Chapada com informações do G1BA.

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