Chapada: Moradores de Iraquara dizem que comunidade quilombola ‘Riacho do Mel’ pode ficar sem água

Postado em fev 13 2019 - 7:25pm por Jornal da Chapada



A comunidade quilombola está aflita com a possibilidade de ficar sem o recurso natural devido a um projeto do governo estadual para perfuração de poços artesianos em área de preservação ambiental | FOTO: Divulgação |

Moradores da comunidade quilombola ‘Riacho do Mel’, no município de Iraquara, na Chapada Diamantina, estão preocupados com a possibilidade de ficarem sem água, após ter sido aprovado, um projeto do Governo do Estado da Bahia, para perfuração de poços artesianos, em área de preservação ambiental. Segundo eles, o projeto deve ser executado pela Embasa e já possui R$19 milhões para que seja feita a perfuração de cinco poços artesianos em cima de um possível aquífero da região. A alegação passada para os moradores é que eles irão abastecer outros municípios.

“Mas tal projeto traz consigo alto índice de destruição, ambiental, pois poderá secar o rio nativo, matando tudo que estiver às suas margens, desde animais, a plantas, e os próprios quilombolas, pois dependem da pesca e plantio, para sua sobrevivência”, diz uma nota da comunidade. “Estamos fazendo um movimento nas redes sociais e manifestações no município de Iraquara para tentar barrar o projeto que tem parceria com as prefeituras de Seabra e Iraquara”, disse a moradora Janete Ramos Pereira. Ela é diretora de Cultura da Associação na comunidade quilombola.

Segundo Ramos, foi feita uma reunião com o prefeito e depois foi marcada uma reunião com a Embasa para explicar a ação, “porém não aconteceu. Fizemos no dia 9 deste mês, uma reunião com os vereadores e todos disseram nunca ter visto tal projeto. Porém, já vieram funcionários da Embasa e a comunidade impediu que eles continuassem com qualquer trabalho”, informou Janete ao Jornal da Chapada.

A diretora da associação afirmou também que foi marcada uma segunda audiência pública, que foi cancelada posteriormente. “Dez vereadores foram convidados, três não compareceram, mas justificaram. Ficamos aguardando a reunião com a Embasa no gabinete do prefeito, como não aconteceu, acionamos o Inema, o Ministério Público e vamos seguir com os protestos”, afirmou Ramos. Os moradores fizeram um abaixo assinado online contra o projeto (veja aqui) e 390 pessoas já assinaram.

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