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Dandara dos Palmares é inscrita como ‘heroína da pátria’; Valmir destaca força da mulher negra

Deputado destaca a atuação de Dandara dos Palmares e de Luísa Mahin; ambas foram inscritas no livro de ‘Heróis e Heroínas da Pátria’ | FOTO: Montagem do VioMundo |

“Dandara dos Palmares é heroína da pátria! E agora Luísa Mahin também! Grande vitória do povo negro!”, foi assim que o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) comemorou a aprovação da inscrição dos nomes de Dandara dos Palmares e de Luiza Mahin no livro de ‘Heróis e Heroínas da Pátria’. O PLC 119/2018 do parlamentar baiano foi debatido em conjunto com o PLC 55/2017 colocando ambos os nomes no ‘livro de aço’ e as declarando heroínas da pátria. “Celebramos o reconhecimento de duas mulheres negras que integram com orgulho a história do Brasil. Agradeço ao senador e líder do PT Humberto Costa e ao senador baiano Jaques Wagner – ambos nos ajudaram durante a tramitação do nosso projeto no Senado”, salienta. As matérias agora seguem para sanção presidencial.

Valmir aguardava a aprovação no Senado desde que outro projeto seu foi aprovado. Ele conseguiu inscrever o líder das Ligas Camponesas, João Pedro Teixeira, no mesmo livro que agora deverá inscrever Dandara dos Palmares e Luísa Mahin em dezembro de 2018. “Com João Pedro, colocamos herói camponês. Agora, temos duas mulheres negras, de histórias de luta, fundamentais para nossa ancestralidade. Vamos acompanhar o trâmite final e celebrar, pois isso mostra a força da mulher, da luta por terra e por liberdade. Principalmente no período e a conjuntura política que vive o Brasil. Não tenho dúvida que a aprovação desse projeto será uma das muitas vitórias que teremos”, completa

Em sua proposição, Valmir destaca a atuação de Dandara dos Palmares, que foi companheira de Zumbi dos Palmares e comandou um quilombo. “Foi uma guerreira negra em seu período e lutou contra a escravidão e a favor da vida. Ela foi presa e cometeu suicídio se jogando de uma pedreira ao abismo para não retornar à condição de escrava”. Já Luísa Mahin foi radicada no Brasil e mãe de Luís Gama. “Ela passou a coordenar a articulação dos levantes de negros escravizados que sacudiram a Bahia. Africana que fez sua luta no Brasil, segundo os registros históricos. Agora, nossa heroína”.

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