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#Chapada: Produtores baianos doam equipamentos para apoiar brigadas no combate a incêndios na região chapadeira

Apesar das chuvas que aliviaram os incêndios nas últimas semanas, os técnicos consideram que os equipamentos ainda são fundamentais para conter rapidamente novos focos e evitar que o fogo se alastre novamente pela floresta.

Sensibilizados com o avanço das queimadas na região da Chapada Diamantina, produtores rurais do Oeste da Bahia, por meio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), promoveram na última sexta-feira (16) a doação de dois sopradores para os Combatentes de Incêndios Florestais de Andaraí (Cifa) e Associação Vale do Brejão, com o propósito de trazer mais eficiência e segurança na prevenção e combate a incêndios florestais.

“Mais uma vez venho expressar a nossa gratidão pela doação, ficamos emocionados e felizes com a atitude da Abapa. Agradecemos por tornar o nosso sonho de proteger a floresta no combate aos incêndios ainda mais possível”, afirma Homero Vieira dos Santos, presidente da Cifa. “Ficamos muito gratos. Faz muita diferença contar com um equipamento como este, que significa diante de um incêndio, minimizamos e muito a área queimada, além de ajudar na segurança dos brigadistas”, reforça o presidente da Associação Vale do Brejão, Ademário Souza Santos.

O presidente da Cifa, Homero Vieira, durante entrega dos equipamentos | FOTO: Divulgação |

Apesar das chuvas que aliviaram os incêndios nas últimas semanas, os técnicos consideram que os equipamentos ainda são fundamentais para conter rapidamente novos focos e evitar que o fogo se alastre novamente pela floresta. “Neste período de estiagem, de julho a janeiro, são contratados brigadistas para atuar no Parque Nacional da Chapada Diamantina. Mesmo com as chuvas que caíram e reduziram os focos, ainda há riscos de queimadas dos solos vegetais. Não podemos dizer que acabou completamente, e baixar a guarda. Em 2015, por exemplo, choveu mais de 30 mm e houve reignição, e o incêndio durou mais um mês”, reforça a voluntária de combate a incêndios, Laís Correard, que já prestou serviços para o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio) no parque nacional.

“É um povo muito simples, mas com uma grande força de vontade de proteger a sua casa. O que eles estão fazendo para apagar os incêndios não é algo físico, mas vem de coração. É emocionante ver de perto toda essa mobilização dos moradores e brigadistas para conter o avanço dos fogos pela Chapada. Nós, da Abapa, que também lidamos e sabemos dos riscos do fogo na produção agrícola e para a vegetação nativa, temos orgulho de ajudar não apenas no Oeste, mas também em outras regiões da Bahia”, explica Dener Batista, da Abapa.

A Chapada Diamantina ardia em chamas até que as chuvas chegaram para diminuir o drama na região | FOTO: Divulgação |

Para o presidente da associação , Júlio Cézar Busato, os incêndios prejudicam a produção agrícola e todo o ecossistema, com as consequências chegando até as cidades com a fumaça e o aumento das temperaturas. “Este é um problema de todos, poder público e da sociedade civil. Como produtores, que lidamos diariamente durante a estiagem com o risco de incêndio que pode destruir a nossa produção, equipamentos, áreas de vegetação nativa e desgastar as nossas terras de cultivo, entendemos o quanto qualquer apoio ajuda a minimizar as queimadas, que este ano, foram devastadoras. Ao receber esse pedido, nós, produtores rurais, não poderíamos deixar de fazer a nossa parte, e contribuir com os brigadistas e moradores da Chapada”, reforça. A ação conta com o apoio do Fundeagro. Jornal da Chapada com informações de assessoria.

Jornal da Chapada

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