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Casos confirmados de chikungunya em cidade na Bahia sobem para 33

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Bairro George Américo, em Feira de Santana, é o mais afetado por doença | FOTO: Reprodução |

Por meio de exames laboratoriais, o Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (1°), que até o dia 27 de setembro já havia 33 casos confirmados de chinkungunya em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 Km de Salvador. A doença provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. Ainda segundo o Ministério da Saúde, no mesmo período, já são 79 casos da doença no Brasil. De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o bairro George Américo, em Feira de Santana, ainda é o que mais registra casos de chinkungunya, com 56,77% das notificações do município. A faixa etária mais atingida compreende os adultos entre 20 a 49 anos. Para prevenir a doença, o Ministério da Saúde informa que foram constituídas equipes, com técnicos da Sesab, para orientar a busca ativa de casos suspeitos e emitir alerta às unidades de saúde e às comunidades. Para controle dos mosquitos transmissores da doença, foram implementadas ações de bloqueio de casos suspeitos e eliminação de criadouros.

Segundo a Sesab, as confirmações dos casos por exame laboratorial eram necessárias para conhecimento da doença, entretanto, como já se conhece a manifestação, vetor e transmissão, a confirmação da doença será dada mesmo sem o exame. São os critérios clínicos e epidemiológicos que vão fazer a identificação. Até a última sexta-feira (26), foram contabilizados na Bahia 310 casos suspeitos do vírus, sendo 306 em Feira de Santana e outros quatro em Salvador.

Prevenção
Em Salvador, uma Oficina de Trabalho em Emergência foi realizada na quinta-feira a fim de alertar os baianos sobre as formas de prevenção contra a febre chikungunya. Os casos de chikungunya são atendidos nos postos da atenção básica e não há necessidade de buscas em hospitais porque os sintomas são os mesmos da dengue, como dores nas articulações. “Não tenho vasilha com água aqui em casa. Quando vejo isso, derramo logo. Agora é difícil evitar pegar por causa dos outros vizinhos, nem todos têm os mesmos cuidados, além dos terrenos baldios. Aí nós não podemos fazer nada”, disse Lurdes, uma das pacientes.

Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa. Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vírus chikungunya pode ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, e a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). O risco aumenta em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades. Do Portal G1.

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