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Assembleia Legislativa debate “Violência Policial e Juventude Negra” em audiência pública

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Presidente da Cepi, o deputado estadual Bira Corôa chama a atenção para o resultado de pesquisas que afirmam ser a polícia baiana uma das que mais mata no Brasil | FOTO: Reprodução |

Jovens, em sua maioria homens negros com até 24 anos, moradores das periferias dos grandes centros urbanos. Nos Boletins de Ocorrência, a informação quase sempre se repete: a guarnição foi recebida a tiros e revidou ao ataque, além de encontrar com as vítimas armamentos e drogas. Do outro lado, familiares e amigos choram a perda dos seus, afirmam inocência e relatam circunstâncias bem diferentes da versão oficial. Essa é uma das imagens mais comuns da ação violenta de parte da polícia na Bahia e nos demais estados. Para discutir o tema, a Comissão Especial de Promoção da Igualdade (Cepi) – em parceria com a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública – realizará, nesta terça-feira (24), audiência pública com o tema “Violência Policial e Juventude Negra”. Fazendo ainda uma alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, atividade acontece na sala das comissões José Amando, na Assembleia Legislativa, a partir das 9h30.

Presidente da Cepi, o deputado estadual Bira Corôa chama atenção para o resultado de pesquisas que afirmam ser a polícia baiana uma das que mais mata no Brasil. “Não podemos descartar o papel e a importância da Polícia Militar, mas, de maneira alguma, podemos compactuar com os maus elementos que se utilizam da farda para cometer crimes de forma cruel e direcionada aos jovens negros das periferias. Não podemos compactuar com esse extermínio da juventude negra”, diz. De acordo com levantamento feito pelo Fórum de Segurança Pública, a Bahia só perde em número de mortes em decorrência da ação policial para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Só nos primeiros meses deste ano, em Salvador, alguns casos ganharam notoriedade midiática, a exemplo da chacina no bairro do Cabula, seguida pelos mortos em Cosme de Farias, Calçada, fazenda Grande II e tantos outros. A audiência contará com a presença de representantes da sociedade civil organizada, a exemplo da Rede de Mulheres Negras da Bahia; MNU; Unegro, e de órgãos governamentais, como a Secretaria de Segurança Pública; Sepromi, Comando Geral da PM/BA; OAB-BA, entre outros.

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