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Acesso à alimentação saudável aumenta para 12,43% dos baianos

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5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar aconteceu em Salvador | FOTO: Alberto Coutinho/GOVBA |

A Bahia tem apresentado melhorias nos índices que medem a qualidade e o acesso da população à alimentação. Nos últimos 10 anos, como resultado das discussões e de investimentos do Governo do Estado, a parcela da população em situação de segurança alimentar passou de 49,8%, em 2004, para 62,23%, em 2014, uma evolução de 12,43%. Para avaliar essa e outras questões que envolvem a qualidade do alimento que chega à mesa e o cardápio dos baianos começou nesta quarta-feira (26), em Salvador, a 5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar (5ª Consea), que teve a presença da ministra de Desenvolvimento Social e Combate (MSD), Tereza Campello. O evento realizado no Hotel Fiesta, no bairro do Itaigara, segue até sexta-feira (28) e reúne representantes da sociedade civil e do poder público para discutir o tema deste ano ‘Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar’.

De acordo com pesquisa intitulada Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, Salvador é a capital que apresenta o quarto menor índice de consumo de frutas e hortaliças (18,6%). Em compensação, a capital baiana é a que consome menos carnes com excesso de gordura (21,1%). A Vigitel, realizada nas 27 capitais brasileiras, revelou que 52,2% da população adulta de Salvador está com excesso de peso, abaixo da média nacional, que é 54%. A pesquisa mostra que a obesidade atinge 18,2% dos soteropolitanos.

Segundo a ministra Tereza Campello, a Bahia serve de exemplo para os outros estado brasileiros. “A Bahia é um estado onde políticas de segurança alimentar funcionam bem, como o Programa de Aquisição de Alimentos, para compra de produtos da agricultura familiar, e um importante exemplo, que são as cisternas, que garantem o acesso à água. Para cada 10 cisternas construídas pelo governo federal no Brasil, três estão na Bahia”.

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Segundo a ministra Tereza Campello, a Bahia serve de exemplo para os outros estado brasileiros | FOTO: Alberto Coutinho/GOVBA |

A ideia da 5ª Consea é avaliar e discutir as políticas públicas já implementadas na Bahia e propor novas alternativas que garantam a universalização do acesso a uma alimentação de qualidade. Organizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS), por meio do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-BA), a conferência tem o objetivo de pensar em segurança alimentar e nutricional desde o produtor, com o incentivo à agricultura familiar e fomento a não utilização de agrotóxicos, até o consumidor final, esteja ele no campo ou na cidade.

O propósito também é criar soluções políticas que se convertam, na prática, no incentivo a uma dieta balanceada, composta principalmente de hortaliças, frutas e preparações com alimentos in natura ou minimamente processados, a exemplo do arroz e do feijão.

Plano Estadual
Ainda durante a conferência, na próxima sexta (28), será lançado o 1º Plano estadual de Segurança Alimentar, que integra as ações realizadas pelos governos federal, estadual e administrações municipais, que vale para os próximos cinco anos. O objetivo é organizar e criar novas políticas para fomentar a produção e abastecimento alimentar dos territórios baianos, principalmente via o fortalecimento da agroecologia, da economia solidária e da produção familiar. Além disso, ainda há uma preocupação especial com a população do semiárido quanto ao estoque de água e de alimentos.

Para o secretário Geraldo Reis, a expectativa é dar continuidade às iniciativas que estão em prática e aumentar a importância da agricultura familiar. “Queremos, sobretudo, enfatizar a comercialização desses produtores locais, mediados pelos poderes públicos, e, para isso, a questão da qualidade do alimento passa a ser essencial. Não nos preocupamos apenas com a fome, mas também com a obesidade e o sobrepeso dos baianos. Por isso, não basta garantir a alimentação, precisamos estimular os hábitos e uma alimentação saudável”.

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