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Chapada: Gentio do Ouro revela histórias e pinturas antigas entre cânions e serras

O nível cultural da região surpreende os turistas, uma área que já foi repleta de minas de ouro | FOTO: Reprodução |

O município de Gentio do Ouro, na Chapada Diamantina, tem pouco mais de 12 mil habitantes e uma diversidade cultural que mobiliza a região. Entre as serras e cânions do município, pinturas associadas à Tradição Geométrica chamam a atenção por sua diversidade de cores e pelos longos paredões que estão cobertos com as figuras. O nível cultural da região surpreende os turistas, uma área que já foi repleta de minas de ouro, e agora é explorada por mineradores de cristais.

Para chegar lá, o trajeto para quem está em Salvador é via Estrada do Feijão (BA-052), e segue até Xique-Xique, depois é só pegar a BA-160 em direção à cidade. Se for iniciante, um bom exemplo para se visitar logo de cara são as pinturas nos paredões de Gentio do Ouro, o sítio de Poções. Na região, as pinturas com traços, ziguezagues e marcações de calendários estendem-se por cerca de 200 a 300 metros entre os cânions.

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Ilustrações datam de cerca de 2.700 anos até 12 mil anos | FOTO: Reprodução |

De acordo com informações do site Bahia.com.br, “as pinturas de figuras humanas e animais felinos misturam-se a desenhos de cruzes, semelhantes às da Ordem de Cristo, que indica a conservação da prática da pintura por parte dos grupos indígenas que foram colonizados e convertidos ao catolicismo, durante a exploração portuguesa”.

Fica também em Gentio do Ouro, o Sítio do Caldeirão, no povoado de Água Doce, que reúne pinturas feitas em paredões de áreas descobertas, com pequenos desenhos geométricos, representações de calendários, animais e algumas figuras humanas. As pinturas do Caldeirão são caracterizadas por serem compostas de várias cores, predominando o vermelho, o amarelo e o branco.

No Sítio da Cachoeira do Encantado, imagens geométricas, bastonetes, grades, pentes, animais, lanças e cestas são encontrados separados, em ilustrações que datam de cerca de 2.700 anos até 12 mil anos. No local, uma das paredes pintadas já sofreu alterações por conta do vandalismo de alguns visitantes, o que chamou a atenção para a necessidade de preservação dos sítios. Esse caso foi noticiado na imprensa nacional e pauta de matérias especiais. Com informações do site Bahia.com.br .

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