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[Artigo]: O coronelismo e seus resquícios na Chapada Diamantina

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“O PSB da Bahia tem mostrado cada vez mais uma postura incoerente” | FOTO: Meramente Ilustrativa/Facebook |

Por Guilherme de Cássio*

Nas eleições de 2014, o PSB de Eduardo Campos cresceu nacionalmente por apresentar uma nova forma de fazer política. Com a morte de Eduardo, a candidata Marina Silva obteve mais de 20 milhões de votos, e o partido se tornou uma alternativa para o cenário em que o país se encontra. Na Chapada Diamantina, tendo em seu elenco a prefeita de Itaetê, Lenise Estrela, que nas eleições de 2014 não votou com o partido, registrou um mísero voto nas urnas do município, mas se mantém na legenda por ser apadrinhada do líder do partido na Chapada, o prefeito de Andaraí, Wilson Paes Cardoso.

Observo que a sigla não está muito comprometida com a qualidade de seus representantes, ou mesmo que siga a linha nacional de alianças programáticas, tanto que mesmo tendo enfrentado o governador Rui Costa nas urnas em 2014, a senadora Lídice da Mata recentemente fez questão de posar junto com o governador, reafirmando estar junto e misturada com o governo do estado. Figurões do partido também têm manifestado apoio ao PT Nacional. O PSB da Bahia tem mostrado cada vez mais uma postura incoerente.

Porém, o maior gesto de coronelismo, incoerência e distância do que prega o PSB nacional foi dado agora em relação ao PSB de Utinga. O partido vinha encabeçando um movimento chamado Frente Popular, sob os lemas ‘Novos Nomes’, ‘Novas Ideias’, a ‘Cara da Nova Utinga’, com o objetivo de dialogar com a sociedade até julho, e construir um programa que daria os rumos de um novo governo. Dentre os pré-candidatos do partido, foi estabelecido o princípio de que só seriam nomes novos, nunca experimentados antes na política, assegurando à população o direito de escolha e de mudar o cenário político atual que é de insatisfação geral.

O crescimento da Frente Popular incomodou o prefeito Alberto da Silva Muniz (PSD), que com o apoio de Wilson Cardoso e, certamente, de outros caciques do partido, ao apagar das luzes do prazo de filiação para candidatos, tomou o partido deste grupo para devolvê-lo ao seu lugar de origem, ou seja, à gaveta de Muniz. Digo isso porque em 2012 o partido teve uma única candidata meramente ilustrativa, que sequer foi votada. Cenário que se repetirá em 2016. Há projeto de crescimento para o PSB da Bahia desta forma?

Entretanto, a manobra não foi capaz de calar a Frente Popular, que sai fortalecida do caso ao migrar para o PSL, onde seguirá com a mesma metodologia de projeto político, com base no diálogo com a população e a apresentação de novas opções. Isso ajudará a construir a nova política de Utinga. Com isso, o PSB se enfraquece e vai para a gaveta, e a Frente Popular vai para o segundo maior partido da Assembleia Legislativa do estado atualmente, liderado pelo presidente Marcelo Nilo.

Não adianta continuar com a velha e suja política. Não há força maior do que o povo. Enquanto isso o PSB da Bahia caminha na contra mão do PSB do Brasil.

*Guilherme de Cássio de Santana Souza é assessor de comunicação

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