Temer deveria convidar base aliada para jantar e aprovar a reforma tributária, diz Valmir

Postado em out 18 2016 - 9:41am por Jornal da Chapada
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O deputado afirma “que o presidente Temer rasgou a Constituição ao convidar deputados da base para ir ao Palácio para um jantar e influenciar na votação da PEC 241″ | FOTO: Divulgação |

Reforma tributária com taxação das grandes fortunas e punição para sonegação fiscal foi defendida pelo parlamentar federal Valmir Assunção (PT-BA), durante pronunciamento, nesta segunda-feira (17), na Câmara dos Deputados. Em vídeo, difundido nas redes sociais, Assunção critica a postura do governo de Michel Temer (PMDB) e salienta que “o Congresso precisa pensar no povo brasileiro e no desenvolvimento do país, para isso é preciso distribuir riquezas e renda e não cortar recursos de programas e políticas sociais”. O deputado baiano afirma “que o presidente Temer rasgou, mais uma vez, a Constituição Federal, ao convidar alguns deputados da base para ir ao Palácio [do Planalto] para um jantar e influenciar na votação da PEC 241, aprovada em primeiro turno no dia seguinte”.

“Acredito que o presidente golpista deveria fazer a mesma coisa agora e convidar os deputados da sua base para ir ao Palácio e acertar a votação de uma reforma tributária, porque esse país só vai crescer e desenvolver se nós fizermos essa reforma, taxando os ricos. Se nós fizermos uma reforma, vai acabar com a sonegação que existe neste Brasil, vamos ter a oportunidade de distribuir riqueza e renda”, pontua Valmir. Indignado com a aprovação da PEC 241, o petista baiano contesta a decisão de “penalizar a população com tais cortes estruturais em saúde, educação e infraestrutura básica”. “Não podemos ter essas medidas que restrinjam o acesso das políticas públicas pela classe trabalhadora, pelo povo mais pobre deste país”, completa.

O deputado federal também aponta preocupação em relação aos deputados “que agora dizem que precisamos discutir e reajustar determinadas carreiras, mas vêm votar a favor da PEC 241”. Assunção considera a emenda como “mais uma maldade do presidente Michel Temer. “Não podemos ter uma lei que faça com que o gestor público, o prefeito, a prefeita, o governador, a governadora ou o presidente da república fique escolhendo o que é melhor naquele momento, se é tirar o médico do hospital ou se é tirar o Bolsa Família das pessoas que precisam mais da política social. Não pode ser deste jeito, temos que trabalhar para desenvolver, e aí a reforma tributária tem que ser feita. Esta é uma medida fundamental”.

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