#Bahia: Confira a lista completa dos animais ameaçados de extinção no estado

Postado em ago 16 2017 - 4:23pm por Jornal da Chapada
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O documento resulta da avaliação de 2.607 espécies de fauna consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território estadual | FOTO: Divulgação/Sema |

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) publicou, no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (16), a lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção na Bahia. O documento, elaborado pela Superintendência de Estudos e Pesquisas Ambientais (SEP) da Sema, resulta da avaliação de 2.607 espécies de fauna consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território estadual. Do total, 331 animais foram classificados em algum grau de ameaça. Espécies como a Ararinha-azul, Arara Azul, Macaco Prego de Papo Amarelo, Onça-pintada, Tamanduá Bandeira, Tatu Bola, Cobra-Coral e Tubarão Baleia estão na lista, além de espécies de interesse social, como as abelhas Mandaçaia e Uruçu, o Carangueijo-açu, o Guaiamun, peixe Bagre e outros.

“Compromisso assumido, compromisso cumprido. Com esta iniciativa, a Bahia se torna o sétimo estado brasileiro a publicar sua lista de espécies ameaçadas, ocupando posição de destaque na conservação do patrimônio natural. Este é um marco que deve ser comemorado por todos. A Lista Vermelha, como é conhecida, é um instrumento essencial para darmos início a ações e políticas que possam reverter o quadro de ameaça a essas espécies. Aproveito para parabenizar o esforço conjunto de toda a equipe da Sema e Inema e dos pesquisadores que contribuíram para este trabalho”, destaca o secretário estadual do Meio Ambiente, Geraldo Reis.

Segundo a Lei Estadual 10.431/2006, a Sema deve revisar e atualizar a lista periodicamente. O passo seguinte será concluir os planos de ação das espécies ameaçadas, que passam a ser alvo de maior controle e de ações de proteção, conservação e recuperação. A lista da flora ameaçada está sendo concluída e também será publicada em breve.

Animais em extinção

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Elaboração
O trabalho foi coordenado pela SEP e teve apoio técnico do Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, organização que atua na conservação da biodiversidade. Também contou com apoio da comunidade científica, por meio das universidades estaduais e federais, e acompanhamento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Participaram presencialmente do processo cerca de 115 especialistas de aproximadamente 40 instituições. A metodologia adotada seguiu o modelo utilizado pelo governo federal, que consiste na avaliação do estado de conservação de todas as espécies com registro de ocorrência na Bahia.

Os estados de conservação foram classificados como Regionalmente Extinta (último indivíduo capaz de se reproduzir está desaparecido da natureza), Criticamente em Perigo (risco extremamente alto de extinção em futuro próximo), Em Perigo (risco muito alto de extinção), Vulnerável (risco alto de extinção), Quase Ameaçada (pode estar em ameaça em futuro próximo), Menos Preocupante (espécies com distribuição ampla e abundante), Dados Insuficientes (sem informação adequada para avaliação) e Não Aplicável (espécies inelegíveis para avaliação regional). A lista está disponível no site da Sema. As informações são de assessoria.

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