Massacre de indígenas na fronteira do Brasil indigna deputado: “Extermínio dos povos”

Postado em set 11 2017 - 4:20pm por Jornal da Chapada
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Valmir Assunção diz que o extermínio dos povos originários acontece porque há uma legitimação da violência por parte do governo de Michel Temer | FOTO: Reprodução |

O deputado federal baiano Valmir Assunção (PT) se pronunciou, nesta segunda-feira (11), e condenou o massacre contra mais de 20 índios de uma comunidade isolada do extremo oeste do estado do Amazonas. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os indígenas foram assassinados por garimpeiros ilegais. O massacre teria ocorrido em agosto deste ano, na cidade de São Paulo de Olivença, na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Ainda conforme o MPF, esse é o segundo massacre de indígenas na região norte do país em pouco tempo. Garimpeiros também teriam assassinado mais de 20 indígenas isolados da comunidade Warikama Djapar, no Vale do Javari – no mês de maio.

“Os indígenas identificados como ‘flecheiros’, isolados no Amazonas, foram massacrados em agosto. É mais um massacre para expulsar os indígenas deste local. Esse extermínio sistemático foi indiretamente incentivado por esse governo golpista de Michel Temer [PMDB]. O governo, ao desmantelar a Funai e cortar orçamento da reforma agrária, incentiva o extermínio de povos indígenas e o assassinato de camponeses”, dispara Valmir. O deputado completa dizendo que a Funai não tem capacidade de fiscalizar e acompanhar esses povos, principalmente depois dos cortes de orçamento e do loteamento do órgão por ruralistas e setores conservadores.

Assunção ainda diz que o extermínio dos povos originários acontece porque há uma legitimação da violência por parte do governo Temer. “Ao frear a demarcação dos territórios indígenas, diminuir o orçamento das pastas que cuidam das minorias sociais, desmantelar a reforma agrária e as políticas quilombolas, Temer diz ao setor ruralista que a violência é a solução. E isso incorre em mortes. Só este ano, são mais de 55 mortes catalogadas pela Comissão Pastoral da Terra [CPT], sem falar desses novos, manifestados pelo Ministério Público Federal”, completa.

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