#Bahia: Empresa eólica garante produção de fábrica baiana para 2018, diz governo

Postado em set 18 2017 - 7:03pm por Jornal da Chapada
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Os equipamentos serão montados em projetos na América do Norte e Central com geração de cerca de 300 MW em energia limpa | FOTO: Alberto Coutinho/GOVBA |

A Siemens Gamesa anunciou, na última sexta-feira (15), a exportação de mais de uma centena de hubs com mais de 70% de conteúdo local, que serão produzidos em sua unidade fabril de Camaçari, em 2018. Os equipamentos serão montados em projetos na América do Norte e Central com geração de cerca de 300 MW em energia limpa. Hub é o componente da torre eólica responsável por sustentar as pás.

Segundo Rodrigo Ugarte Ferreira, diretor de Supply Chain, os esforços de localização de componentes eólicos começaram há cinco anos e os desafios foram diversos, entretanto, ele enfatiza que o diferencial da Siemens Gamesa foi atuar, desde o princípio, muito próxima aos seus parceiros.

“Em 2018, ano em que o mercado eólico do Brasil terá um aumento de volume, nos orgulha poder garantir um nível de atividade relevante a muitos de nossos parceiros que possibilitaram nosso sucesso neste anos, e juntamente conosco, conseguiram conquistar competitividade para exportar, tudo isso porque acreditaram no mercado eólico e estarão mais fortes quando o mercado no Brasil retornar”, afirma Ferreira.

“Esse é o tipo de notícia que nos deixa satisfeitos com nosso trabalho. O aumento do conteúdo local é importantíssimo para a movimentação da economia dentro do próprio estado. São números que se transformam em empregos e renda para o povo baiano”, comemora o secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE). Jaques Wagner.

Retorno dos leilões
O diretor de Supply Chain mostra-se muito otimista em relação ao mercado local e diz que as conversas com seus clientes intensificaram-se depois do anúncio dos leilões A-4 e A-6, agendados para os dias 18 e 20 de dezembro deste ano. “O avanço de nossos níveis de competitividade nos permitirá expandir nosso Market Share nestes leilões, que acreditamos contratar cerca de 2GW de fonte eólica”, afirma.

“O anúncio do retorno dos leilões é importante para o desenvolvimento econômico e social. Alavancamos a indústria baiana que já tem a cadeia produtiva eólica consolidada e garantimos a criação de milhares de empregos que são gerados na construção dos parques nos próximos anos, principalmente na região do semiárido, onde estão concentrados grande parte dos parques eólicos”, diz Paulo Guimarães, superintendente da SDE.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu, na semana passada, o processo de cadastramento de projetos de geração para os Leilões de Energia. De acordo com a EPE foram cadastrados 1.676 empreendimentos para o Leilão A–4, somando 47.965 MW de capacidade instalada. O cadastramento para o Leilão A-6 registrou 1.092 projetos inscritos, com potência somada de 53.424 MW.

A eólica foi a fonte mais cadastrada, tanto em número de projetos como em potência total. Um total de 21 estados apresentou projetos cadastrados para os dois certames, sendo que a Bahia foi o que registrou a maior oferta de empreendimentos de diferentes fontes – eólicas, solar fotovoltaica, pequenas centrais hidrelétricas, térmicas a biomassa e térmicas a gás natural. As informações são da SDE.

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