#Bahia: Grupo utiliza nome de ACM Neto e Paulo Azi para pedir propina em Camaçari

Postado em fev 16 2018 - 12:38pm por Jornal da Chapada
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O promotor de Justiça da 7ª Promotoria em Camaçari, Everardo Yunes, afirmou que o MP tem conhecimento do fato e que foi denunciado por três empresas e cinco testemunhas | FOTO: Montagem do JC |

Um grupo comandado pela secretária da Sedur de Camaçari, Juliana Franca Paes, usava o nome do prefeito de Salvador ACM Neto e do Deputado Federal, Paulo Azi, para pedir propina, conforme denúncia do representante da empresa Incorplan, João Caetano Poli. Em entrevista ao Camaçari Alerta, Poli afirmou que o grupo pediu “na faixa de R$ 1 milhão” para facilitar o projeto imobiliário da empresa na região de Arembepe. Ele não quis revelar o responsável em pedir a propina, por medo de represália, e explicou que “prefere revelar em juízo”.

Poli disse, ainda, que outras empresas também sabiam que a Sedur usava os nomes dos dois políticos e fizeram a denúncia junto ao Ministério Público, mas afirmou que acredita que ACM Neto e Paulo Azi não tinham conhecimento dos fatos e que eles usavam o nome dos políticos para dar mais importância ao “negócio”.

Ao Bocão News, o promotor de Justiça da 7ª Promotoria em Camaçari, Everardo Yunes, afirmou na tarde desta quinta-feira (15) que o MP tem conhecimento do fato e que foi denunciado por três empresas e cinco testemunhas. Mas, o promotor explicou que apesar de ela usar os nomes do prefeito de Salvador e do deputado federal, “não há provas efetivas de que o que os valores ela recebia, realmente, eram para Paulo Azi e ACM Neto”.

“A gente tem conhecimento disso, de que ela falava é fato. A quadrilha realmente anunciava que a arrecadação era para ACM Neto e diziam que seriam todos recompensados porque ele seria muito grato como governador e Paulo Azi também. Só que nós não obtivemos indícios de que isso fosse verdade. Ficou apenas como o modes operandis dela”, explicou.

O promotor revelou, ainda, que hoje pela manhã um funcionário procurou o MP provando que a secretária da Sedur responde por assédio moral a cinco funcionários e disse que ele foi retirado porque não quis participar do esquema. “Ele é concursado e foi retirado sem explicação e ele acredita que foi porque não quis participar do esquema. Todos os funcionários concursados foram retirados e foram substituídos por comissionados da escolha dela”, afirmou Yunes. As informações são do Bocão News e do Camaçari Alerta.

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